O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na madrugada desta quarta-feira (14) que uma exploração “massiva” de petróleo, gás e minerais está prestes a começar na Groenlândia.
Em manifestação na rede social Truth Social, Trump anuncia o início da extração dos recursos “em nossa nova e bela Groenlândia”. Em setembro deste ano, o presidente americano, líderes da Groenlândia e da Dinamarca assinaram um acordo que permite uma maior presença militar dos EUA no território ártico.
Na publicação desta quarta-feira, Trump declara que, segundo especialistas, a quantidade de petróleo na região é “muito maior do que a encontrada em quase qualquer outra área terrestre do mundo”.
“E, mais importante ainda, do ponto de vista da segurança, tanto para a defesa quanto para o ataque dos Estados Unidos e da Europa, a região não tem igual”, completou o presidente dos EUA.
Sobre o aspecto militar que o território oferece, Trump afima que “Qualquer ataque futuro aos Estados Unidos terá de passar pela Groenlândia, onde nossas defesas derrubarão rotineiramente drones, mísseis ou qualquer outro tipo de arma que sequer tenha sido concebido”.
“A região nos oferece tempo, localização e campo de visão como nenhum outro lugar do mundo!”, concluiu.
As refinarias dos EUA, localizadas em sua maioria ao longo da Costa do Golfo, estão operando no máximo de sua capacidade para compensar as interrupções causadas pela guerra no Oriente Médio.
Os estoques de combustível que funcionam como amortecedores já foram utilizados. E a reserva de emergência de petróleo dos EUA está no nível mais baixo desde 1982.
Como mostrou a CNN, produtores americanos no Golfo do México interromperam cerca de 16,13% da produção diária atual de petróleo e 16,59% da produção diária atual de gás natural em resposta ao furacão Isaías, no sábado (10).
Acordo sobre a Groelândia
Trump assinou o acordo junto com a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, e o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, em uma cerimônia trilateral após seu discurso na ONU (Organização das Nações Unidas), após meses de ameaças ao território e aliados europeus.
O entendimento não atende à exigência de Trump de que os EUA incorporem a Groenlândia como território norte-americano para conter a crescente presença da Rússia e da China no Ártico.
No entanto, o acordo permite uma maior presença militar dos EUA no território gelado, opção que surgiu à medida que os líderes da Groenlândia se opunham a uma anexação total pelos EUA.
Trump havia ameaçado tomar a Groenlândia à força caso não chegasse a um acordo de seu agrado, em um momento em que nações europeias enviavam tropas para o território e as tensões com países como a Rússia aumentavam.
O acordo entre EUA, Dinamarca e Groenlândia funciona como um complemento ao tratado de defesa de 70 anos que autorizou o país a manter tropas na Groenlândia como parte da estratégia de defesa da Otan.
Entre as principais adições estão a proibição de que países que não integrem a Otan instalem forças na Groenlândia, a construção de duas bases americanas e a garantia de acesso militar dos EUA caso o território semiautônomo conquiste a independência da Dinamarca.
Fonte: CNN Brasil