Os vencimentos futuros da soja encerraram a sessão desta sexta-feira (17) em leve alta na Bolsa de Chicago, com o contrato para julho avançando 0,21%, cotado a US$ 11,8300 por bushel. No entanto, o contrato acumulou queda semanal de 0,69%.
Segundo a Agrinvest, o mercado chegou a oscilar ao longo do dia, mas fechou praticamente estável após o alívio provocado pela reabertura do Estreito de Ormuz pelo Irã. O movimento reduziu o prêmio de risco no petróleo, que recuou com a expectativa de normalização do fluxo de navios na região.
De acordo com a Granar, o destaque do dia foi o óleo de soja, que recuou em reação à queda do petróleo após o anúncio da reabertura do Estreito de Ormuz. Os preços do óleo de soja recuou 1,69% nesta sessão.
No complexo soja, os óleos vegetais também registraram pressão, com destaque para as quedas no óleo de palma. Ainda assim, dados da EIA indicam forte retração nas importações de biocombustíveis nos Estados Unidos, o que ajuda a sustentar a demanda doméstica por óleo de soja.
Milho
O contrato futuro de maio do milho encerrou a sessão com leve queda de 0,05% na Bolsa de Chicago, cotado a US$ 4,5700 por bushel. Na semana, o cereal acumulou ganho de 1,27%.
Na última sessão da semana, o milho operou em baixa na bolsa, em um movimento influenciado pela queda dos preços do petróleo após a reabertura do Estreito de Ormuz. Além disso, previsões climáticas favoráveis no Meio-Oeste dos Estados Unidos, com chuvas em parte da região e redução da umidade nos próximos dias, devem facilitar o avanço do plantio da safra 2026/27.
No Brasil, o mercado também monitora o clima, com alertas para irregularidade no regime de chuvas e tempo mais seco e quente nos próximos dias, fatores que começam a gerar preocupação para o desenvolvimento do milho safrinha 2026.
Trigo
Os preços futuros do trigo fecharam em queda moderada na sessão da Bolsa de Chicago, com o contrato para julho recuando 1,20% e sendo cotado a US$ 5,9925 por bushel.
O mercado internacional de trigo encerra o período segue acompanhando os ajustes na oferta global e pela dinâmica entre os principais exportadores.
Segundo análise da Safras & Mercado, as cotações também encontram suporte na Argentina, mas seguem sensíveis à disponibilidade de trigo de melhor qualidade. A redução da oferta argentina reforça a demanda por trigo norte-americano do tipo hard, mais caro, o que ajudou a sustentar os preços em Chicago nas últimas sessões.
O câmbio segue como fator adicional de influência na formação das cotações e na competitividade entre origens. Apesar da recuperação recente, o mercado ainda opera com cautela diante das incertezas sobre oferta e demanda globais.
Fonte: CNN Brasil
