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Senado aprova Rodrigo Pacheco para vaga de ministro do TCU por 63 votos a 4

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O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (1º), por 63 votos a 4, a indicação do senador e ex-presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSB-MG), para uma vaga de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) aberta após a saída antecipada de Bruno Dantas.

A indicação segue agora para análise da Câmara dos Deputados, que deve votar o nome nesta quarta-feira (2). Caso seja aprovado, Pacheco será nomeado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O nome de Pacheco foi apresentado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), na última segunda (31), sem passar por sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), já que o regimento permite a votação direta de indicados pelo próprio Senado. Para ser aprovado em plenário, eram necessários pelo menos 41 votos.

Durante a votação, Pacheco também foi homenageado pelos colegas: o relator da indicação, Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou que Pacheco representará o Senado “com muita dignidade” no TCU, enquanto o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), disse que o senador está “balizado para qualquer posto na nossa República”.

Pacheco agradeceu pela aprovação e classificou a indicação como uma missão honrosa. “Minha gratidão é imensa neste instante, a emoção toma conta”, afirmou.

A escolha encerra uma sequência de articulações sobre o futuro político de Pacheco. Alcolumbre e parte dos senadores defendiam que ele fosse indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso, mas Lula optou pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, que teve o nome rejeitado na Casa pela primeira vez após 132 anos.

Durante as articulações para as chapas estaduais, Lula pretendia lançar Pacheco na disputa ao governo de Minas Gerais e chegou a ter o nome citado em diversas pesquisas pré-eleitorais, mesmo sem confirmar publicamente se aceitaria ou não participar da disputa.

Em maio, o senador surpreendeu e recusou a candidatura no estado mineiro, além de anunciar o fim da carreira política após deixar o Congresso. Na ocasião, também descartou aceitar qualquer indicação ao STF.



Fonte: HOJE BAHIA

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