ONG vai denunciar presidente da FIFA ao COI por decisão favorável aos EUA na Copa do Mundo

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A organização questiona se a iniciativa foi aprovada pelo Conselho da Fifa

Foto: AP Photo / Alex Brandon / Sputnik

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, poderá ser alvo de uma investigação do Comitê Olímpico Internacional (COI) após a organização não governamental FairSquare apresentar uma denúncia. No texto, a entidade aponta suposta violação das regras de neutralidade política em razão de seu apoio ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Segundo a ONG, Infantino violou repetidamente o dever de neutralidade previsto no Código de Ética da Fifa ao manifestar apoio público a ações e políticas do presidente norte-americano. A organização afirma ainda que já havia encaminhado uma outra denúncia ao Comitê de Ética da Fifa, em dezembro de 2025, mas até o momento não recebeu qualquer indicação de que uma investigação tenha sido aberta.

Além da suposta violação das regras de neutralidade, a FairSquare pede que sejam apuradas as circunstâncias da criação do Prêmio da Paz da Fifa e da decisão de concedê-lo a Trump durante o sorteio da Copa do Mundo de 2026.

A organização questiona se a iniciativa foi aprovada pelo Conselho da Fifa ou tomada de forma unilateral por Infantino. “Se Infantino agiu sem qualquer autoridade estatutária, isso deve ser considerado um abuso flagrante de poder”, afirmou a entidade.

O artigo 15 do Código de Ética da Fifa estabelece que dirigentes e demais pessoas submetidas às regras da entidade devem manter neutralidade política no exercício de suas funções oficiais. Em caso de violação, as punições previstas incluem multa mínima de 10 mil francos suíços (R$ 63,9 mil) e suspensão de até dois anos de atividades relacionadas ao futebol.

Integrante do COI desde 2020, Infantino também poderá ser alvo de análise pelo organismo olímpico. Na última terça (7), a presidente do comitê, Kirsty Coventry, afirmou que nenhuma denúncia havia sido recebida até o momento, mas garantiu que, caso isso ocorra, o caso será examinado pela comissão de ética.

Fonte: Agência Sputnik



Fonte: HOJE BAHIA

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