Lula participa da primeira reunião do ano do Conselhão em meio à ofensiva tarifária dos EUA, reforçando a defesa da soberania nacional e do multilateralismo, enquanto o colegiado apresenta balanços, discute desenvolvimento sustentável e lança manual de enfrentamento ao feminicídio.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa nesta quarta-feira (10) da primeira reunião do ano do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável (CDESS), o “Conselhão”, que reúne empresários, ministros e representantes da sociedade civil. O encontro ocorre em meio à nova ofensiva tarifária dos Estados Unidos contra produtos brasileiros, com propostas do governo Donald Trump que podem elevar tarifas a até 37,5%.
Criado em 2003, o Conselhão tem a função de discutir e sugerir políticas públicas em diversas áreas. A reunião, marcada para o Palácio do Itamaraty sob o mote “Da soberania nacional ao protagonismo global”, deve ser aberta pelo ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, seguida de intervenções dos conselheiros e do discurso de Lula.
Segundo um jornal de grande circulação no país, auxiliares do Planalto afirmam que o presidente deve reforçar a defesa da soberania nacional e do multilateralismo, destacando o papel do Brasil no cenário internacional.
Ainda de acordo com a apuração, neste sétimo encontro desde sua recriação em 2023 — após ter sido extinto no governo de Jair Bolsonaro (2019-2022) — devem ser apresentados resultados dos trabalhos do colegiado e um balanço das ações.
À tarde, o vice-presidente Geraldo Alckmin participa de um painel com autoridades e conselheiros para discutir a agenda internacional e caminhos convergentes para o desenvolvimento econômico, social e sustentável.
Durante a reunião, também será apresentada a cartilha “Manual Mulheres Protegidas”, elaborada por membros do Conselhão para orientar políticas públicas de prevenção e enfrentamento ao feminicídio. O documento reúne fundamentos teóricos, evidências e diretrizes operacionais, destacando que a maioria dos casos é precedida por sinais de escalada e que a política pública deve priorizar a prevenção ativa e a proteção baseada em risco.
A secretária-executiva do Conselhão, Raimunda Monteiro, afirmou à mídia que o colegiado cresceu ao longo dos anos e hoje reúne 280 integrantes, refletindo a diversidade e a força da sociedade civil organizada em todo o país. Segundo ela, essa representatividade justifica o apelido “Conselhão”, que se institucionalizou com o tempo.
Raimunda destacou ainda que esta edição apresentará uma retrospectiva de iniciativas especiais desenvolvidas no âmbito do governo, incluindo contribuições para a lei do mercado regulado de carbono, políticas para a primeira infância, recuperação de áreas degradadas, estratégias de economia circular, propostas para a transição energética e estímulo à produção de biocombustíveis.
Fonte: HOJE BAHIA