Após a reunião no Palácio da Alvorada, os líderes assinaram atos de cooperação e reforçaram compromissos bilaterais. Entre eles, ganhou destaque o eixo de minerais críticos, considerado central para cadeias tecnológicas e energéticas. Jae-myung ressaltou que o Brasil é um dos principais detentores desses recursos e que ambos concordaram em ampliar a colaboração em todo o ciclo produtivo.
O Ministério de Minas e Energia informou que as tratativas incluem estímulo ao processamento mineral, ao refino e à agregação de valor próximos às áreas de extração. Também preveem promoção de pesquisa, desenvolvimento, inovação e transferência de tecnologia, além de mecanismos permanentes de intercâmbio técnico entre os governos.
Ainda segundo a apuração, o plano envolve ainda o fortalecimento das capacidades institucionais e o incentivo a investimentos nos segmentos intermediários e finais da cadeia mineral. A estratégia se insere no esforço do governo brasileiro para diversificar parcerias comerciais após a nova rodada de tarifas impostas pelos Estados Unidos, que afetou setores relevantes da economia.
A segunda parte do encontro ocorreu no Palácio do Itamaraty, onde os líderes destacaram semelhanças de trajetória: ambos têm origem pobre e passaram por movimentos sindicais antes de ascender à política. Lula visitou a Coreia do Sul em fevereiro, reforçando o diálogo bilateral.
Em 2025, o comércio entre Brasil e Coreia do Sul somou US$ 10,8 bilhões (cerca de R$ 55,2 bilhões), e o país asiático figura como o 19º maior investidor em território brasileiro. A visita de Lee a Brasília busca consolidar essa relação e abrir novas frentes de cooperação estratégica.
Fonte: HOJE BAHIA