O diretor de Relações Institucionais do instituto responsável pela pesquisa, Beto Vasques, afirmou à apuração que episódios recentes como a carta a Trump, o ruído envolvendo Michelle Bolsonaro e declarações de Paulo Figueiredo sobre o voto feminino reforçaram entre os entrevistados a imagem de um candidato visto menos como figura autônoma e mais como extensão de uma família em conflito permanente, envolvida em controvérsias sucessivas e percebida como subordinada aos Estados Unidos.
Nesse contexto, o estudo qualitativo aponta avanço do presidente Luiz Inácio Lula da Silva entre os eleitores pendulares. Vasques disse que, embora o presidente não desperte entusiasmo nesse segmento, ele seria associado de forma mais consistente às políticas sociais e à defesa dos interesses do Brasil.
Os participantes da pesquisa teriam distinguido, segundo o instituto, a diferença entre manter uma boa relação com os Estados Unidos e adotar postura de submissão aos interesses norte-americanos.
O senador Flávio Bolsonaro está inscrito para falar na audiência pública promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), em Washington, mas aliados do senador já sinalizam preocupação de que sua fala possa servir de combustível para a campanha de Lula.
Em paralelo, a defesa do Brasil feita por Lula foi vista de maneira positiva, ainda que persistam críticas ao que alguns classificaram como um discurso “antiamericanista”.
Enquanto isso, o impacto do envolvimento de Jaques Wagner (PT-BA), ex-líder do governo no Senado, em um suposto esquema de corrupção, continuaria presente, mas com menor força, já que o afastamento de Wagner da liderança do governo foi bem recebido por esse eleitorado.
Fonte: HOJE BAHIA
