Flávio Bolsonaro deixou de votar em 43% das deliberações nominais do Senado em 2026 — mais que o dobro da média dos parlamentares — enquanto cumpre agenda intensa de pré?campanha à Presidência.
O senador Flávio Bolsonaro (PL?RJ) deixou de votar em 43% das deliberações nominais do Senado em 2026, segundo levantamento de um jornal de grande circulação. O índice é mais que o dobro da média dos 81 senadores, que registraram ausência de voto em 20% das 49 matérias analisadas até 22 de junho.
De acordo com a apuração, as votações nominais exigem registro individual de voto e excluem sessões simbólicas. O cálculo considera ocasiões em que o parlamentar estava presente, mas não votou, ou simplesmente não compareceu, desconsiderando ausências justificadas por saúde, missões oficiais ou licença.
Flávio Bolsonaro esteve presente, mas não votou, em propostas como a PEC, que cria a Política Nacional de Apoio ao Transporte Rodoviário Profissional, e o projeto que ajustou o Orçamento à nova licença?paternidade. Também não registrou voto em matéria sobre o uso de recursos do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) para capacitação de servidores penitenciários.
O senador faltou ainda a sessões que analisaram indicações de autoridades, como embaixadores e o novo presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), além da votação que isentou entidades filantrópicas de tributos federais. Desde que foi escolhido pré?candidato à Presidência pelo Partido Liberal (PL), Flávio tem cumprido agenda intensa de viagens e articulações políticas para reduzir o favoritismo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e capitalizar o sentimento de antipetismo.
Segundo o jornal, Flávio Bolsonaro divide o quinto lugar no ranking de ausências com Cleitinho (Republicanos?MG), Eduardo Gomes (PL?TO), Professora Dorinha Seabra (União Brasil?TO) e Wellington Fagundes (PL?MT). O senador que mais deixou de votar foi Romário (PL?RJ), seguido por Wilder Moraes (PL?GO) e, empatados, Angelo Coronel (Republicanos?BA) e Oriovisto Guimarães (PSDB?PR). Renan Calheiros (MDB?AL) fecha o grupo dos dez mais ausentes.
As assessorias de vários senadores atribuíram as ausências a agendas institucionais, compromissos nos estados ou justificativas formais apresentadas à Mesa Diretora da casa. Alguns destacaram que votaram em todas as PECs e projetos de lei, ausentando?se apenas em indicações de autoridades, ou que priorizaram atendimento a prefeitos e vereadores em dias de grande movimento no Congresso.
Procurado pela mídia, Flávio Bolsonaro não respondeu os questionamentos até a publicação.
Fonte: HOJE BAHIA
