Durante debate, Haddad usa tarifas dos EUA para questionar ações de Tarcísio

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Para Haddad, o governo de São Paulo deveria ter renegociado sua dívida com a União

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) participou na noite deste domingo (9) do debate da emissora Band, no qual criticou as tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil, assim como a postura de Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Segundo o ex-ministro da Fazenda, no momento em que o Brasil deveria se unir, houve um grupo de políticos que “escolheu apoiar o agressor”, insinuando que Tarcísio seria um desses.

“Infelizmente, o que se viu no nosso país é um grupo político que escolheu apoiar o agressor, o que é inadmissível, seja numa guerra militar, seja numa guerra comercial. Isso não aconteceu em nenhum outro lugar do mundo. Todos os países que foram agredidos, que foram dezenas de países agredidos pelos EUA, inclusive os seus vizinhos, Canadá e México, se uniram em torno da causa comum, defender a soberania nacional. […] O que um governador tem que fazer é colocar o boné certo na cabeça: o boné do Brasil.”

Em sua réplica, o candidato à reeleição criticou os danos causados pelas tarifas e explicou as medidas tributárias tomadas para “dar fôlego financeiro” aos setores afetados, como a calendarização dos créditos acumulados de ICMS, créditos às empresas exportadoras e a liberação de linhas de crédito com prazo de carência maior.

“As tarifas impostas pelos Estados Unidos prejudicam muito o Brasil, em especial o estado de São Paulo. Nós temos dois terços dos produtos que figuram entre as exceções, mas esse um terço que fica faz falta, prejudica muito, sobretudo o setor industrial, de madeira. Prejudica muitas fábricas importantes para nós, que geram muitos empregos.”

Para Haddad, no entanto, o governo estadual deveria ter renegociado sua dívida com a União, o que liberaria até R$ 10 bilhões em 2025 para São Paulo, que poderiam ser usados não só para atenuar as tarifas, como para fazer investimentos.

“Se tivéssemos tido uma boa gestão fiscal aqui no estado de São Paulo, se tivéssemos a adesão à dívida que foi repactuada pelo governo federal com vantagens para São Paulo, eu acho que hoje estaríamos em uma situação muito melhor porque as empresas teriam caixa para fazer investimentos e buscar outras praças para vender os seus produtos.”

Fonte: Agência Sputnik



Fonte: HOJE BAHIA

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