Conheça Luiz Henrique, convocado pela Seleção para a Copa do Mundo

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Luiz Henrique vai disputar a Copa do Mundo pela primeira vez. O nome do atacante do Zenit está entre os 26 lidos por Carlo Ancelotti na convocação final para o Mundial de 2026 em evento realizado pela CBF nesta segunda-feira (18) no Rio de Janeiro.

Revelado pelo Fluminense, Luiz Henrique teve uma passagem rápida pela Europa antes de conquistar o Campeonato Brasileiro e a Libertadores pelo Botafogo em 2024.

Hoje no Zenit, da Rússia, o ponta canhoto vem se tornando um “trunfo” do técnico Carlo Ancelotti na Amarelinha. Luiz Henrique tem 13 jogos pela Seleção Brasileira, foi titular em quatro deles, marcou dois gols e deu três assistências.

“Moleque de Xerém”

Luiz Henrique começou nas categorias de base do Fluminense. O “moleque de Xerém” — como são chamados os jogadores formados pelo Tricolor — fez parte da chamada “Geração de Ouro” do clube, que também contou com as revelações João Pedro e Marcos Paulo.

Nascido em Petrópolis, região serrada do Rio de Janeiro, Luiz Henrique chegou a cogitar deixar o futebol e focar no judô pela distância de Xerém, local de treinos da base do clube. Mas acabou seguindo o sonho e, em 2020, chegou ao profissional.

Sua estreia no time principal do Fluminense foi em agosto, contra o Palmeiras pelo Campeonato Brasileiro, sob comando de Odair Hellmann. Na temporada seguinte, se firmou entre os titulares.

Em 2021, disputou 55 jogos pelo Tricolor, marcou sete gols e seu cinco assistências.

Ida à Europa

O bom desempenho do jovem de 21 anos despertou o interesse de gigantes europeus, como Real Madrid e Barcelona. O que surpreendeu ainda mais os torcedores do Fluminense quando foi anunciada a venda da joia da base ao Real Betis, em março de 2022, por modestos 13 milhões de euros, cerca de R$ 70 milhões na cotação da época.

O desfecho da negociação foi divulgado pouco depois da excelente partida do atacante contra o Olimpia pela pré-Libertadores, em que fez um gol e deu uma assistência, o que gerou revolta de torcedores e obrigou o presidente Mário Bittencout a se explicar.

“O clube precisa passar por um momento de reconstrução, com medidas, às vezes que nos entristece, impopulares, para que possamos seguir em frente, em razão do passado que interfere no nosso dia a dia”, declarou o mandatário em coletiva.

Passagem pelo Betis

Mesmo com a torcida contrariada, a venda ao clube espanhol foi concluída e Luiz Henrique foi anunciado como novo reforço do Betis em julho de 2022.

Na Espanha, ficou uma temporada e meia, atuando como ponta. Em 2022-23, foram 43 jogos, três gols e sete assistências, sendo decisivo inclusive contra gigantes europeus como o Barcelona. Na temporada seguinte, disputou 21 jogos, foi titular em 11 deles, marcou um gol e deu três assistências.

Camisa 7 no Glorioso

As boas atuações não passaram despercebidas pelo mercado. Em fevereiro de 2024, o Botafogo anunciou a contratação de Luiz Henrique que se tornou a contratação mais cara da história do futebol brasileiro naquele momento. A operação girou em torno de 20 milhões de euros, R$ 106 milhões na cotação da época.

Luiz Henrique chegou usando o número 99, mas em pouco tempo assumiu a lendária camisa 7 do Glorioso, e, com ela, fez história.

O atacante brilhou nas conquistas do Campeonato Brasileiro e da inédita Libertadores, inclusive marcando na final da competição continental contra o Atlético-MG.

O Pantera Negra, como também é conhecido, ganhou os corações dos torcedores botafoguenses dentro e fora dos gramados, conquistando um rápida identificação com o clube. Pelo Botafogo, o atacante disputou 55 jogos, marcou 12 gols e deu cinco assistências.

Destaque do Zenit e trunfo na Seleção

A passagem pelo Botafogo foi marcante, mas durou apenas uma temporada. Em janeiro de 2025, Luiz Henrique foi vendido ao Zenit.

Na equipe russa, o atacante também se tornou um dos maiores destaques e não passou despercebido a Carlo Ancelotti. O atacante já vinha sendo convocado com frequência para a Amarelinha e seguiu presente nas listas do italiano.

Aos poucos, também foi se transformando em um trunfo. Quase sempre entrando no segundo tempo, Luiz Henrique demonstrou versatilidade e, mais do que isso, que não sente o peso de jogar com a camisa pentacampeã do mundo.

Ostentando naturalidade em campo com a Amarelinha, o jogador conquistou a vaga para a Copa do Mundo de 2026.

Fonte: CNN Brasil

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