A popularização dos bancos digitais transformou a maneira como lidamos com nossas finanças, oferecendo agilidade e conveniência. Contudo, a escolha de uma instituição financeira levanta uma questão fundamental: qual banco digital é realmente seguro e sólido?
Antes de tudo, é importante reforçar um ponto essencial: todas as instituições autorizadas a operar como banco no Brasil, de acordo com seu porte, estão sujeitas às exigências regulatórias, mecanismos de governança, controles internos, gestão de riscos e supervisão do Banco Central, independente se são digitais ou não.
Isso significa que solidez e segurança são medidas por um conjunto de fatores objetivos que garantem a proteção do seu dinheiro e a estabilidade da instituição. Para o consumidor, compreender esses critérios é essencial para tomar uma decisão informada e construir uma relação de confiança duradora.
O que define um banco seguro na prática?
O conceito de “banco seguro” vai muito além da percepção popular de que instituições maiores são automaticamente mais confiáveis. A segurança de um banco deve ser avaliada com base na solidez do balanço, a qualidade da carteira de crédito, a posição de liquidez e a capacidade da instituição de atravessar diferentes ciclos econômicos sem gerar surpresas para clientes e investidores.
Bancos que mantêm estruturas prudentes, com gestão disciplinada de riscos, tendem a oferecer mais previsibilidade e estabilidade. Isso se reflete na experiência diária do cliente e na confiança construída ao longo do tempo.
Indicadores de solidez financeira
A solidez de um banco é mensurada por dados concretos e públicos. Entre os mais relevantes estão:
- Índice de Basileia, que mede a relação entre o capital próprio do banco e seus ativos ponderados pelo risco
- Níveis de liquidez que indicam a capacidade da instituição de honrar seus compromissos de curto prazo
- Qualidade dos ativos, visto que carteiras de crédito com garantias permitem uma resiliência maior em ciclos econômicos desfavoráveis e reduzem perdas inesperadas
- Diversificação de fontes de captação, o que evita a concentração excessiva e contribui para a estabilidade
- Rentabilidade consistente e inadimplência controlada na carteira de crédito
Instituições como o Inter, que seguem esses indicadores, demonstram solidez em diferentes aspectos. Um deles é manter uma carteira de crédito majoritariamente colateralizada, em que cerca de dois terços dos empréstimos contam com garantias. Soma-se a isso um modelo de negócios diversificado e uma disciplina consistente na gestão de risco, formando a base de uma instituição verdadeiramente sólida.
Para Alexandre Riccio, CEO do Inter no Brasil, ter o capital adequado, liquidez, qualidade dos ativos, captação diversificada, gestão responsável de riscos e um balanço financeiro forte, garante mais tranquilidade para os clientes, mesmo em cenários econômicos mais turbulentos ou desafiadores.
“Além disso, a qualidade da liderança, a conformidade com a supervisão regulatória e a existência de mecanismos de proteção ao cliente também são pontos relevantes. Na prática, a experiência do cliente, a estabilidade dos canais digitais e a confiança na marca acabam sendo sinais importantes dessa solidez no dia a dia”, afirma o executivo.
As proteções essenciais para o cliente
Em um banco digital esse tema envolve múltiplas camadas, que vão desde garantias financeiras até a segurança tecnológica, passando também pela conscientização das pessoas:
- Fundo Garantidor de Créditos (FGC): para depósitos elegíveis, o FGC oferece uma garantia de até R$250.000,00 por CPF/CNPJ por instituição financeira, com um limite global de R$1.000.000,00 a cada período de 4 anos
- Sistemas avançados de cibersegurança: incluem prevenção e monitoramento de fraudes, criptografia de dados e mecanismos de autenticação forte, como biometria e múltiplos fatores de verificação
- Educação financeira e digital: bancos maduros investem na conscientização dos clientes sobre golpes e boas práticas de segurança online
- Políticas claras de ressarcimento e atendimento: canais de atendimento ágeis e eficientes são cruciais para resolver problemas e garantir o ressarcimento em caso de incidentes
Bancos maduros investem continuamente em tecnologia e evolução de controles para proteger usuários, criando um ambiente digital mais seguro e minimizando riscos de fraudes. A educação financeira e digital, um pilar importante para o Inter, também é exemplo de uma medida fundamental de proteção.
Como instituições maduras respondem a incidentes
Mesmo com as mais robustas medidas de segurança, incidentes podem ocorrer. O que diferencia uma instituição madura é a forma como ela responde a esses desafios. A rapidez na identificação do problema, a comunicação clara e transparente com os clientes, a existência de estruturas definidas de gestão de crises e a capacidade de contenção de impactos são decisivas.
Alexandre Riccio explica que um “ponto essencial [de segurança] é a capacidade de aprender com eventos e ajustar processos e controles, fortalecendo continuamente o sistema de gestão de riscos”.
Uma postura proativa e adaptativa sinaliza maturidade e compromisso com a segurança, garantindo que a instituição esteja sempre evoluindo para proteger seus clientes e seus ativos.
Escolha informada, finanças protegidas
Para escolher um banco digital, é fundamental observar indicadores financeiros, qualidade da gestão de riscos, proteções oferecidas e capacidade de resposta a incidentes.
A segurança financeira é um direito e responsabilidade compartilhada, em que a transparência das instituições e a vigilância dos consumidores se complementam para um ambiente digital mais confiável.
Instituições que combinam liquidez robusta, qualidade dos ativos, modelo de negócios diversificado e investimentos contínuos em tecnologia oferecem um exemplo de como a solidez é construída no ambiente digital.
Ao priorizar esses critérios, os consumidores desfrutam da conveniência dos bancos digitais com a tranquilidade de saber que suas finanças estão em boas mãos.
Fonte: CNN Brasil
