Bolsa cai mais de 1% com quadro eleitoral; juros futuros sobem após 6×1

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O Ibovespa operava em queda firme nos primeiros negócios desta quinta-feira (15), enquanto o mercado avalia a última pesquisa sobre o segundo turno da disputa presidencial, que mostrou empate técnico entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao mesmo tempo em que aguarda nova pesquisa Datafolha.

Às 10h15, o principal índice de referência do mercado acionário brasileiro recuava 1,33%, a 203.769,02 pontos.

Enquanto isso, o dólar iniciou o dia em alta ante o real após uma nova pesquisa da Quaest mostrar o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tecnicamente empatados na disputa pelo Planalto, enquanto no exterior a moeda americana cedia ante boa parte das demais divisas.

No mesmo horário, o dólar à vista apresentava moderada alta de 0,64%, a R$ 5,0595 na venda.

A pesquisa Quaest divulgada na noite de quarta-feira (14) mostrou Flávio com 46% das intenções de voto no segundo turno, contra 44% de Lula.

Como a margem de erro é de 2 pontos percentuais, os candidatos estão tecnicamente empatados. Os indecisos são 1%, enquanto 9% disseram que votarão em branco, nulo ou que não votarão.

A pesquisa revelou também que Flávio é rejeitado por 54% dos eleitores e Lula por 53%.

O cenário de empate técnico entre os candidatos, já identificado pela pesquisa BTG/Nexus na terça-feira, voltava a impulsionar o dólar e as taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) nesta manhã.

No mercado, boa parte dos agentes considera que, com Flávio no Planalto, cresceriam as chances de um maior controle das contas públicas — ainda que o candidato e seus porta-vozes econômicos não tenham apresentado até o momento propostas concretas de ajuste.

Assim, notícias vistas como não tão favoráveis a Flávio — como o empate técnico com Lula — tendem a dar força à moeda americana.

Às 11h30, o Banco Central realiza seu leilão regular de rolagem de swap cambial, com oferta de 75.000 contratos para 3 de novembro.

O dólar à vista encerrou a sessão de quarta-feira (14) com alta de 0,14%, aos R$5,0298.

Juros futuros e o fim da 6×1

Ainda durante esta manhã, as taxas dos DIs operavam em alta pela terceira sessão consecutiva.

O movimento, amparado ainda pela aprovação no Senado da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do fim da escala de trabalho 6×1, contrasta com o exterior, onde os rendimentos dos Treasuries despencavam nesta manhã.

Às 10h10, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 12,815%, em alta de 11 pontos-base ante o ajuste de 12,704% da sessão anterior

Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 12,75%, com elevação de 14 pontos-base ante 12,613%.

Na noite de quarta-feira (14), o Senado aprovou o fim da escala de trabalho 6×1 e a redução da jornada de trabalho semanal, em uma vitória para o governo Lula em um dos principais temas da campanha eleitoral.

Em função da repercussão pública, Flávio não discursou sobre o assunto durante os debates no Senado e também votou pelo fim da escala.

Na terça-feira (13), o senador defendeu que o governo pague uma compensação às empresas, mas não abordou os eventuais impactos fiscais disso.

*Com informações da Reuters 

Fonte: CNN Brasil

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