O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu, nesta quinta-feira (26/2), com líderes apostólicos da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, conhecidos como mórmons. De acordo com a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, o encontro foi para falar sobre como a igreja funciona no Brasil e os trabalhos dos missionários.
A audiência foi pedida pelos líderes religiosos e durou 30 minutos. No encontro, Lula aproveitou para pedir uma mobilização da igreja contra o feminicídio. Em resposta, os líderes falaram que estão abertos a trabalhar em campanhas do governo.
Eles também se colocaram à disposição para ajudar no apoio e acolhimento às famílias afetadas pelas chuvas em Minas Gerais, como já fizeram na tragédia que assolou o Rio Grande do Sul.
Pelas redes sociais, Lula classificou a conversa como “muito boa” e que ficou feliz ao ouvir que “a liberdade religiosa no Brasil contou, nas palavras dos religiosos, com amplos incentivos dos meus governos”.
“Agradeci o apoio com as ações humanitárias e pedi o engajamento da igreja no Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, para que o combate à violência contra as mulheres tenha o engajamento de todos os segmentos da sociedade”, disse Lula.
Os religiosos foram representados por Ulisses Soares, apóstolo da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, Michael O. Leavitt, presidente do Coro e Orquestra do Tabernáculo na Praça do Templo, ex-Governador do Estado de Utah, no Estados Unidos, e ex-Secretário de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos; Gordon Smith, diretor no Temple Square em Salt Lake City, Utah, e ex-Senador dos Estados Unidos e Joni L. Koch, presidente da Igreja de Jesus Cristo no Brasil. Também estava presente o advogado-Geral da União, Jorge Messias.
Recebi hoje representantes da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Tivemos uma conversa muito boa, na qual eles ressaltaram suas experiências missionárias com ajuda humanitária. E se colocaram à disposição para colaborar com o Governo no apoio e acolhimento às… pic.twitter.com/FqGRxyRQ3V
— Lula (@LulaOficial) February 27, 2026
Reaproximação com religiosos
O encontro ocorre em meio ao atrito do governo com religiosos. Lula foi criticado depois que a escola de samba que o homenageou na Sapucaí fez uma ala denominada “neoconservadores em conserva”, que levou à avenida pessoas fantasiadas de latas com rótulos estampando a imagem de uma família.
“Eu não penso. Assim, porque, primeiro, eu não sou carnavalesco. Eu não fiz o samba-enredo, não cuidei dos carros alegóricos. Eu apenas fui homenageado numa música maravilhosa. Foi uma pena que a minha mãe já tivesse morrido e não pudesse ver, porque, na verdade, a música é uma homenagem à minha mãe, é a saga dela de trazer a gente para São Paulo”, declarou Lula ao Metrópoles ao ser questionado sobre o assunto.
Fonte: MATROPÓLES
