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Imóveis batem recorde em 2025, puxados pelo Minha Casa, Minha Vida

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O mercado imobiliário brasileiro fechou 2025 com resultados históricos, alcançando o maior volume de lançamentos e vendas desde o início da série pesquisada pelo setor, puxado principalmente pelas unidades do Minha Casa, Minha Vida (MCMV).

Os dados são da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), que apontam crescimento expressivo tanto no número de unidades lançadas quanto no valor financeiro movimentado ao longo do ano.

No total, foram lançadas 453.005 unidades residenciais em 2025, alta de 10,6% em relação a 2024. O Valor Geral de Lançamentos (VGL) somou R$ 292,3 bilhões, também recorde histórico.

No quarto trimestre, o desempenho foi ainda maior, 133.811 unidades foram colocadas no mercado, avanço de 18,6% na comparação com o trimestre imediatamente anterior.

Em 2025, foram comercializadas 426,2 mil unidades, crescimento de 5,4% frente ao ano anterior. O Valor Geral de Vendas (VGV) atingiu R$ 264,2 bilhões.

Programa habitacional sustenta expansão

Grande parte do desempenho foi impulsionada pelo programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, que respondeu por mais da metade dos lançamentos no quarto trimestre. No acumulado do ano, o segmento vinculado ao programa registrou 224.842 unidades lançadas e 196.876 unidades vendidas.

A política habitacional foi decisiva para sustentar a demanda, especialmente em um cenário de crédito mais caro e juros elevados. O setor conviveu em 2025 com a taxa básica em patamar elevado, definido pelo Banco Central (BC), o que encarece o financiamento imobiliário e tende a reduzir o poder de compra das famílias.

Ainda assim, o mercado mostrou resiliência, especialmente nos segmentos de menor renda, onde há demanda estrutural por moradia e maior dependência de programas subsidiados.

Sudeste lidera crescimento

A Região Sudeste concentrou parte relevante da expansão dos lançamentos, com crescimento anual acima da média nacional. O avanço reflete tanto a maior densidade populacional quanto a capacidade de absorção de novos empreendimentos em grandes centros urbanos.

Nos mercados de médio e alto padrão, o desempenho foi mais heterogêneo ao longo do ano, influenciado pelo custo do crédito e pelas condições macroeconômicas. Mesmo assim, o volume total de vendas manteve trajetória positiva, sustentado pela combinação de demanda reprimida e maior oferta de unidades.

Outro dado que chamou atenção foi o equilíbrio entre oferta e vendas. Apesar do forte volume de lançamentos, o estoque não apresentou crescimento desproporcional, indicando absorção consistente do mercado.

Segundo a CBIC, esse resultado sugere um setor operando em patamar saudável, sem sinais de excesso generalizado de oferta, cenário que contrasta com ciclos anteriores de expansão mais acelerada.

Perspectivas para 2026

Para 2026, o setor projeta manutenção do ritmo de atividade, especialmente se houver alívio gradual nas condições de crédito. Uma eventual redução da taxa básica de juros tende a ampliar o acesso ao financiamento e estimular novos lançamentos.

O desempenho de 2025 consolida o mercado imobiliário como um dos principais vetores da atividade econômica, com impacto relevante na geração de empregos, na cadeia de materiais de construção e na arrecadação tributária.

Fonte: MATROPÓLES

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