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Rússia acusa os EUA de violar direito internacional na Venezuela

Mundo


O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, classificou nesta quarta-feira (14/1) a operação militar dos Estados Unidos na Venezuela como uma “violação flagrante do direito internacional”. Segundo ele, a avaliação de Moscou é amplamente compartilhada pela chamada “maioria global”, incluindo países do Sul e do Leste Global. Essa é uma acusação que também costuma ser feita contra a própria Rússia por conta da invasão unilateral da Ucrânia.

Lavrov afirmou que apenas aliados tradicionais de Washington, evitam condenar publicamente a ação.

“Todos entendem que estamos falando de uma violação flagrante do direito internacional, mas alguns tentam, vergonhosamente, fugir de avaliações baseadas em princípios”, disse.


Captura de Maduro

  • Os Estados Unidos atacaram, no início de dezembro, diversas regiões da Venezuela.
  • Foram capturado o presidente Nicolás Maduro e a esposa dele, Cilia Flores.
  • Maduro passou a ser o principal alvo das ameaças de Trump.
  • Isso porque o presidente da Venezuela era apontado como chefe do Cartel de los Soles — grupo recentemente classificado pelos EUA como organização terrorista internacional.
  • O governo do republicano depois recuou sobre a acusação de que Maduro chefia uma organização criminosa de narcotráfico, intitulada Cartel de Los Soles.

Após a captura de Maduro, Trump declarou que Washington passaria a “governar” a Venezuela em cooperação com autoridades locais até que uma transição política fosse concluída.

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Sergey Lavrov
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Sergey Lavrov

Kay Nietfeld/picture alliance via Getty Images

Nicolás Maduro e Vladimir Putin
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Nicolás Maduro e Vladimir Putin

Mikhail Svetlov/Getty Images

Trump pressiona Otan por Groelândia: "Vital para segurança dos EUA"
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Trump pressiona Otan por Groelândia: “Vital para segurança dos EUA”

Alex Wong/Getty Images

Rússia reforça apoio a Caracas

Em nota oficial divulgada na última semana, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia condenou o que chamou de “ameaças neocoloniais e agressão armada externa” contra a Venezuela.

Embora não cite diretamente os EUA, o comunicado deixa claro o alvo das críticas e reafirma “solidariedade inabalável” ao povo e ao governo venezuelanos.

Moscou também saudou a posse de Delcy Rodríguez como presidente interina, avaliando que a medida busca preservar a unidade institucional e evitar uma crise constitucional em meio à escalada de tensões. O Kremlin declarou ainda estar disposto a oferecer “todo o apoio necessário” ao que classificou como um “país amigo”.



Fonte Metrópoles

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