Policiais da Suíça prenderam o dono do bar Le Constellation, onde um incêndio deixou 40 mortos e 115 feridos durante festa de Revéillon no último dia 31 de dezembro. O francês Jacques Moretti, de 49 anos, foi preso preventivamente após procuradores identificarem risco de fuga.
Moretti é investigado por negligência e homicídio culposo — quando não há intenção de matar. Em entrevista ao jornal suíço Moretti no dia 2 de janeiro, o proprietário afirmou que o bar passou por três inspeções nos últimos 10 anos e que “tudo foi feito dentro das normas”.
No entanto, o prefeito da estação de esqui de Crans-Montana, onde ficava o bar Constellation, revelou que a última inspeção de segurança no estabelecimento foi realizada em 2019.
“Lamentamos profundamente. Não tínhamos qualquer indicação de que as verificações não tivessem sido feitas conforme solicitado”, afirmou o prefeito de Crans-Montana, Nicolas Feraud, em coletiva de imprensa. Segundo ele, todos os estabelecimentos eram obrigados a passar por inspeções anuais.
Todas as vítimas já foram identificadas
As autoridades policiais concluíram no último domingo (4/1) a identificação dos 40 mortos na tragédia.
Segundo a polícia, os trabalhos de identificação foram lentos em razão das graves queimaduras sofridas pela maioria das vítimas — muitos carbonizados. Conforme informaram as autoridades, grande parte dos mortos eram adolescentes.
Entre as vítimas há pessoas da Suíça, Itália, França, Bélgica, Israel, Romênia, Turquia e Reino Unido.
O que se sabe sobre a tragédia?
O incêndio começou por volta de 1h30 no horário local (20h30 de quarta-feira pelo horário de Brasília) dentro do bar Le Constellation, que integra o complexo do resort de esqui de Crans-Montana.
O estabelecimento fica próximo à base do teleférico que leva esquiadores às montanhas, tem capacidade para cerca de 300 pessoas e conta ainda com um terraço para aproximadamente 40.
O local recebia uma festa de Ano Novo quando ocorreu uma explosão, seguida de um incêndio que se espalhou rapidamente pelo interior do prédio.
Relatos apontam que o fogo tomou revestimento do teto de madeira em poucos segundos, dificultando a saída do público. Pessoas que estavam próximas ajudaram a retirar as vítimas e improvisaram primeiros atendimentos em estabelecimentos vizinhos.
As autoridades ainda investigam o que provocou a explosão e o início das chamas. Entre as possibilidades citadas estão uma explosão causada por rojão, segundo o Ministério das Relações Exteriores da Itália, e fogo iniciado por velas de faísca – no Brasil conhecidas como vela vulcão – colocadas em garrafas de champanhe, conforme o relato de sobreviventes.






