Cinco palestinos, incluindo quatro mulheres, morreram neste sábado (4) em um ataque israelense contra um edifício residencial a oeste da Cidade de Gaza, segundo autoridades palestinas.
Familiares e autoridades religiosas disseram à CNN que duas das vítimas eram uma mãe e sua filha cristãs. As outras duas eram uma professora universitária e sua mãe, segundo autoridades da área de educação.
O Exército de Israel afirmou que realizou um ataque contra um apartamento que, segundo as Forças Armadas, era usado pelo Hamas. O objetivo seria “eliminar o terrorista Ali Ahmed Al-Amoudi”, integrante sênior do gabinete político do grupo. Os militares disseram que medidas foram tomadas para reduzir os danos a civis.
Israel não comentou especificamente os relatos sobre as mortes de civis e afirmou que os resultados do ataque “estão sob análise”. O Hamas não se manifestou sobre o suposto alvo da operação.
A Igreja Ortodoxa de São Porfírio, em Gaza, divulgou uma mensagem de condolências pela morte de Maysa Abu Daoud e de sua filha, Mary Abu Daoud. Issa, filho de Maysa e irmão de Mary, disse à CNN que as duas estavam dormindo quando a residência foi atingida.
O Ministério da Educação de Gaza informou que a professora Yasmin Khamis Al-Boubou, chefe do departamento de multimídia da Universidade da Palestina, também morreu no ataque, junto com a mãe.
O órgão condenou o que chamou de “ataques contínuos contra acadêmicos e pesquisadores”, afirmando que eles “enfraquecem as bases do processo educacional e o futuro das gerações palestinas”.
Segundo a reportagem, a ONU e organizações humanitárias documentaram um aumento acentuado nos ataques israelenses contra palestinos cristãos, principalmente em Jerusalém e na Cisjordânia ocupada. Em Gaza, a população cristã diminuiu ao longo dos anos, com muitos moradores deixando a região após o início da guerra.
Líderes religiosos de Jerusalém também prestaram condolências à comunidade cristã de Gaza pela morte das duas mulheres.
“Rezamos pelo fim da guerra e dos bombardeios, pela proteção das vidas civis e por uma paz justa na qual o povo de Gaza possa se sentir seguro com seus filhos e entes queridos”, afirmou o Patriarcado Ortodoxo Grego de Jerusalém.
Fonte: CNN Brasil