A economia brasileira cresceu 0,1% de março para abril, de acordo com o Monitor do PIB do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgado nesta quinta-feira (18).
O crescimento no trimestre de fevereiro a abril foi de 1,8%, em relação ao mesmo período do ano passado. No acumulado de 12 meses, a expansão foi de 2%, informou a fundação, na análise da série com ajuste sazonal.
As estimativas sobre o comportamento do produto interno bruto (PIB) reúnem dados da indústria, do comércio, dos serviços e da agropecuária. A prévia permite antecipar tendências e o resultado oficial do PIB, que é apresentado trimestralmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No primeiro trimestre, a economia cresceu 1,1%. A próxima divulgação será em 1º de setembro, com dados do segundo trimestre. De acordo com a FGV, o PIB acumulado no ano até abril, em valores correntes, é estimado em R$ 4,376 trilhões.
A prévia revela que o desempenho foi positivo em quase todas as áreas, mesmo com o preço do barril do petróleo, devido à guerra no Irã, e com a taxa Selic em 14,75% em abril.
Ontem (17) o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa básica de juros da economia em 0,25 ponto percentual, de 14,50% para 14,25% ao ano.
O consumo das famílias cresceu 2,6% no trimestre móvel terminado em abril, na comparação com o mesmo período do ano passado. Esse foi o maior patamar de alta desde o trimestre terminado em fevereiro de 2025, segundo a pesquisa.
As exportações tiveram crescimento de 9,3%, com cerca de 60% desse desempenho estimulados pelos produtos da indústria extrativa, que cresceram 27,8% no trimestre móvel encerrado em abril.
Nesse mesmo período, o crescimento das importações atingiu o maior patamar desde o trimestre móvel concluído em abril de 2025, impulsionado principalmente pelos bens de consumo e serviços.
O investimento na economia, como compras de máquinas e equipamentos, teve expansão de 0,7% no trimestre móvel, após recuo nos quatro trimestres móveis anteriores, com estimativa de taxa de investimento em abril de 18%.
Fonte: HOJE BAHIA
