Jorge Matos
Ilustração: ChatGPT
Hoje é domingo em Mar Grande, como é domingo em todas as localidades que se respeitam e seguem as regras de quem disse que domingo é domingo e segunda é segunda. Só a sexta que é um pouco mais libertária e às vezes, muitas vezes, se nega a ser sexta. Vou consultar o horóscopo para poder explicar esse transformismo de forma mais abalizada. Mas como eu dizia, hoje é domingo e o dia amanhece leve, curioso e cheio de possibilidades.
Consultei o horóscopo. A Lua estava em Gêmeos, Saturno colaborava, os astros conspiravam, as ideias ganhavam estrutura e até a dispersão geminiana parecia ter tirado folga. Às 23h53 e alguns segundos, o Sol e a Lua se uniram em Gêmeos, marcando o nascimento da Lua Nova e o início de um novo ciclo emocional e mental. A Lua entra em curso vazio nesse mesmo instante, como se o céu pedisse silêncio para que as sementes do próximo mês sejam plantadas com intenção e clareza. Em resumo: o universo inteiro havia resolvido funcionar. Entretanto, porque a sexta às vezes costuma não ser sexta, nem uma linha!
Mas, com tanta boa vontade astrológica, quase dá para aceitar Casemio e Paquetá formando o meio de campo da selecinha brasileira de antifutebol que ontem levou um passeio retumbante da seleção de Rabat, que é a verdadeira capital do Marrocos, em detrimento de Casablanca, que é muito mais bonita e famosa, principalmentre depois do filme “Casablanca” que mostra a importância do sacrifício pessoal em prol de um bem maior, coisa que os jogadores da selecinha brasileira jamais entenderão.
No filme, Rick sacrificou o amor por uma causa maior. Os jogadores da seleção não sacrificam nem a ‘posse de bola’, esse novo ícone do futebolês tupiniquim, que veio para substituir o ultrapassado e já aposentado “gol”.
Fonte: HOJE BAHIA