Entre 30 de maio e 7 de junho, a quinta edição da Feira do Livro reuniu cerca de 93 mil visitantes nos gramados da praça Charles Miller, em frente ao Estádio do Pacaembu. Com isso, o evento se consolida como um dos principais eventos literários da América do Sul e passa a integrar o calendário oficial da capital apulista.
A edição reuniu 170 editoras, 141 autores e 240 atividades gratuitas, com nomes como Carla Madeira, Jeferson Tenório, Ana Maria Machado, Silviano Santiago, Vera Iaconelli participando de conversar com o público presente.
Neste ano, o livro mais vendido no estande da Livraria Travessa — que é a livraria oficial da feira — foi o lançamento da editora Seja Breve, o título “Elogio à Saudade”, do autor de 82 anos Fernando José de Almeida. A obra é um ensaio dedicado à filha morta em 2023.
Em segundo lugar está o novo livro de Gregorio Duvivier, “Aos Pés da Letra”, e a Feira contou com a presença do ator em 3 de junho, reunindo um grande público em torno da conversa com o humorista.
O diretor-geral da Feira do Livro, Paulo Werneck, avaliou o sucesso da feira como um espaço para que os leitores encontrem novos caminhos da literatura. “É um orgulho para nós que A Feira do Livro seja esse espaço de descobertas literárias e editoriais, além dos reencontros tão esperados com os autores mais queridos pelo público”, refletiu em comunicado para a imprensa.
Confira a lista de livros mais vendidos na Livraria da Travessa, livraria oficial da Feira do Livro 2026:
- “Elogio à saudade”, de Fernando José de Almeida (Seja Breve, 2026).
- “Aos pés da letra”, de Gregorio Duvivier (Companhia das Letras, 2026).
- “Caos calmo”, de Sandro Veronesi (trad. Karina Jannini, Autêntica Contemporânea, 2026).
- “Guia da Copa Falha de Cobertura”, de Daniel Furlan e Caito Mainier (Record, 2026).
- “Cláudia Vera Feliz Natal”, de Mariana Salomão Carrara (Todavia, 2026).
- “A morte é um dia que vale a pena viver”, de Ana Claudia Quintana Arantes (Sextante, 2019).
- “O colibri”, de Sandro Veronesi (trad. Karina Jannini, Autêntica Contemporânea, 2024).
- “A indústria do Holocausto: reflexões sobre a exploração do sofrimento judeu”, de Norman G. Finkelstein (trad. Breno Altman, Autonomia Literária, 2025).
- “Noite negra”, de Pilar Quintana (trad. Elisa Menezes, Companhia das Letras, 2026).
- “Antes que apague”, de Natalia Timerman (Companhia das Letras, 2026).
- “Fitópolis”, de Stefano Mancuso (trad. Regina Silva, Ubu, 2025).
- “Café da manhã com os orixás: guia de reflexões para cada dia do ano”, de João Tokunbó Carneiro (Pallas, 2026).
- “Na noite lésbica: o levante do Ferro’s Bar”, de Julia Kumpera (Autêntica, 2026).
- “O voo da locomotiva”, de Frei Betto (Rocco, 2026).
- “Hipocritões e olhigarcas: passado e futuro das guerras culturais”, de Rui Tavares (Tinta-da-China Brasil, 2026).
Fonte: CNN Brasil