A mídia estatal iraniana confirmou a morte do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei. A informação foi confirmada neste sábado (28/2), após uma ofensiva militar dos Estados Unidos e de Israel contra a capital Teerã.
Em uma publicação no X, a agência de notícias Fars informou que o líder supremo “foi martirizado”. “Pertencemos a Alá e a Ele retornaremos. O líder supremo da revolução foi martirizado”, diz a publicação.
De acordo com o veículo, o governante estava em seu escritório, desempenhando suas funções, quando o ataque aconteceu. O governo declarou 40 dias de luto oficial.
Em um comunicado, a Guarda Revolucionária Islâmica lamentou o falecimento do líder e classificou a ação dos EUA e de Israel como uma “clara violação de todos os princípios religiosos, éticos, legais e consuetudinários”.
“Portanto, a mão vingadora da nação iraniana não deixará impunes os perpetradores do assassinato do Imã da Ummah, e eles enfrentarão uma punição severa, decisiva e lamentável”, ameaça o grupo.
A informação da morte da principal liderança política e religiosa do país havia sido divulgada mais cedo pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em uma publicação na TruthSocial, o republicano afirmou Khamenei era “uma das pessoas mais perversas da história”.
“Khamenei, uma das pessoas mais perversas da história, está morto. Isso não é apenas justiça para o povo do Irã, mas para todos os grandes americanos e para aqueles de muitos países ao redor do mundo que foram mortos ou mutilados por Khamenei e sua gangue de bandidos sedentos de sangue”, disse o presidente dos EUA.
Os ataques contra o Irã deixaram mais de 200 mortos e 700 feridos no país, de acordo com a imprensa iraniana. Imagens de satélite mostraram a destruição causada pelos bombardeios ao complexo residencial onde vivia Khamenei.
Após a ofensiva, o exército iraniano reagiu com o lançamento de mísseis a bases militares dos EUA nos Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Arábia Saudita, Jordânia e Iraque.
Fonte: MATROPÓLES
