Gigante portuguesa entra em detalhes finais para assumir Fiol, Porto Sul e mina em Caetité

Bahia

A empresa portuguesa Mota-Engil, gigante de infraestrutura, está em reta final em um acordo bilionário com o governo federal para assumir, em um só pacote, a concessão de mais 500 quilômetros da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), em construção na Bahia, do Porto Sul, previsto para ser erguido em Ilhéus, no Sul do estado, e de uma mina de minério de ferro em Caetité, da região do Sertão Produtivo.

 

O tema foi tratado em reunião realizada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os ministros Rui Costa (Casa Civil) e Renan Filho (Transportes), o senador Jaques Wagner (PT) e o governador Jerônimo Rodrigues (PT). O encontro fora da agenda no dia 26 de janeiro, no Palácio do Planalto.

 

Segundo apuração da Folha de São Paulo, após o encontro em Brasília, a negociação foi formalizada pela Mota-Engil com o Ministério dos Transportes e, agora, está em estágio avançado de “due diligence”, etapa em que a empresa analisa em detalhes a situação financeira, jurídica e operacional de cada projeto, antes de fechar negócio. Por isso, a transação envolve cláusulas de sigilo.

 

Neste estágio, é feito um balanço sobre os investimentos já realizados, os passivos que precisam ser quitados e a necessidade de prorrogação de prazos das concessões atuais.

 

Não há uma cifra fechada, mas estimativas apontam que o negócio pode girar em torno de R$ 15 bilhões em investimentos. A expectativa é de que o negócio seja concluído nas próximas semanas.

 

Por trás da Mota-Engil está a China Communications Construction Company(CCCC), estatal chinesa que é dona de 32,4% da companhia portuguesa e deve se encarregar do financiamento.

 

O plano dos portugueses é assumir 100% das três concessões, sem a entrada de outros sócios. A participação do BNDES é aventada como uma possibilidade, mas apenas como eventual financiador de parte do negócio, e não como sócio por meio da BNDESPar.

 

Se confirmada a operação, a companhia luso-chinesa assumirá um trecho ferroviário desenhado para ser o principal corredor de escoamento de produção de minério e grãos do país, previsto para interligar o polo do agronegócio do Mato Grosso ao litoral baiano, cortando o país de um lado a outro, em mais de 2 mil km de trilhos.

 

Do lado do governo, a venda casada dos três projetos destrava um conjunto de obras paradas há anos por falta de recursos. Hoje, essas concessões estão nas mãos da Bamin, uma mineradora controlada pelo grupo Eurasian Resources Group (ERG), empresa do Cazaquistão que quebrou e deixou tudo parado, sem previsão de retomada.

Fonte: BAHIA NEWS

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