O debate entre os candidatos à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), organizado pela TV Globo nesta sexta-feira (23), contará com checagem de fatos em outras plataformas. O canal ICL Notícias, no YouTube, fará uma transmissão ao vivo comentando o debate e verificando as informações apresentadas pelos candidatos.
A Globo, por sua vez, não terá uma checagem transmitida pela televisão, mas o trabalho será realizado na página Fato ou Fake, do g1. O serviço terá início durante o encontro e seguirá pela madrugada. Além do g1, a checagem será realizada em parceria com os sites dos jornais O Globo, Extra e Valor Econômico e com a Rádio CBN.
A discussão sobre a necessidade de checagem de informações durante entrevistas e debates eleitorais ganhou força após o debate presidencial realizado pela Band no último domingo (18). Levantamentos da Agência Lupa, Aos Fatos, UOL Confere e Estadão Verifica contestaram declarações feitas pelo candidato Flávio Bolsonaro sobre criminalidade, corrupção, gastos públicos e políticas do governo federal.
Após o debate da Band, a campanha do presidente Lula solicitou à Globo a realização de checagem de fatos ao vivo durante o confronto. Uma petição criada por Rafael Brito na plataforma Change.org, que cobra a verificação das declarações dos candidatos durante o debate presidencial, ultrapassou 900 mil assinaturas.
A mobilização busca ampliar a transparência do debate eleitoral e permitir que o público tenha acesso a informações verificadas enquanto acompanha as declarações dos candidatos. A iniciativa também pretende ajudar os eleitores a identificar informações falsas ou imprecisas, contribuindo para que possam avaliar os argumentos apresentados e formar suas opiniões com base em dados confiáveis.
Entre as declarações contestadas no debate anterior, Flávio Bolsonaro atribuiu ao presidente Lula e à primeira-dama Janja gastos de R$ 7 bilhões com viagens. O valor, na realidade, corresponde a despesas de diferentes órgãos do governo federal. Lula, por sua vez, errou ao afirmar que a economia brasileira só voltou a crescer acima de 3% após seu retorno à Presidência, em 2023, embora o Produto Interno Bruto (PIB) também tenha superado esse patamar durante os governos Dilma Rousseff e Jair Bolsonaro.
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