A chuva de meteoros Orionídeas vai cruzar o céu do Brasil na noite desta quarta-feira (21), e poderá ser vista em todo o país segundo o Observatório do Clima. O fenômeno astronômico estará em seu pico de luminosidade e rastros poderão ser vistos sem equipamentos.
De acordo com a International Meteor Organization (IMO), 20 ou mais meteoros serão visíveis por hora em condições ideais, e o melhor horário para observação será entre 1h40 da manhã e o nascer do sol, período em que a lua já terá se posto, e o céu estará mais escuro.
A chuva Orionídeas tem esse nome pois o radiante de onde os meteoros partem é na constelação de Órion, próxima da estrela Betelgeuse.
Além disso, esse será o segundo fenômeno causado pela passagem do cometa Harley pela Terra. O cometa visita o planeta a cada 75 a 76 anos, e deixa uma onda de detritos deixados no espaço, que quando entram na atmosfera pegam fogo e criam raios luminosos no céu.
Eles podem atingir 66 quilômetros por segundo de velocidade, e a primeira chuva de meteoros causada pelo Harley aconteceu em maio deste ano.
Recomendações para observação
O Observatório informa que não serão necessários equipamentos especiais para ver os raios de luz, e os moradores de todas as regiões do Brasil poderão ver a olho nu a passagem deles, com leve vantagem para as regiões norte e nordeste, onde o radiante fica mais alto.
As principais recomendações são evitar lugares com poluição luminosa, como grandes centros urbanos, apagar as luzes em volta de onde estiver, e olhar para o céu entre 1h40 e o amanhecer. No entanto, um céu limpo é imprescindível para a visualização adequada.
Além disso, para os amantes de fotografia, o Observatório recomenda lente grande angular (14mm a 24mm), abertura máxima (f/1.4 a f/2.8), ISO elevado (1600 a 3200) e exposições curtas a moderadas (10s a 15s) para evitar que o brilho de fundo do céu sature o traço luminoso.
Para as pessoas que estiverem no Hemisfério Sul, ou seja, 93% do país, a orientação é se posicionar na direção nordeste, e olhar levemente para norte, visando rastros luminosos mais longos.
*Sob supervisão de André Rigue.
Fonte: CNN Brasil