Especialistas consultados pela apuração atribuem o lucro recorde de 2025 não apenas à Selic alta, mas à combinação de spreads ainda elevados, queda gradual da inadimplência, maior rigor na concessão de crédito e ganhos de eficiência operacional. A diversificação das receitas — crédito, serviços, gestão de recursos, seguros e mercado de capitais — reforçou a resiliência do setor.
No entanto, investimentos em digitalização, automação e aprimoramento de modelos de risco também elevaram a produtividade e reduziram custos, contribuindo para o novo patamar de lucratividade.
Segundo a mídia, o fortalecimento de áreas como gestão de patrimônio e atendimento a clientes de alta renda tornou os resultados menos dependentes do ciclo tradicional de crédito.
Apesar disso, a Febraban rebate a ideia de que juros altos beneficiam os bancos. Segundo a entidade, a Selic elevada encarece a captação, aumenta a inadimplência e restringe a concessão de crédito, limitando tanto receitas financeiras quanto de serviços, uma visão bastante compartilhada pelo governo que busca crescimento atrelado ao consumo das famílias, o que necessita de crédito.
Fonte: HOJE BAHIA
