Mata Atlântica atinge menor desmatamento em 40 anos

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O desmatamento na Mata Atlântica alcançou o menor patamar dos últimos 40 anos, consolidando uma tendência de queda contínua, informa a Fundação SOS Mata Atlântica, organização que efetua monitoramento da situação juntamente com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

A fundação aponta que a área de florestas maduras suprimidas caiu 40%, reduzindo-se de 14.366 para 8.668 hectares. Esse resultado constitui um marco histórico para o bioma, pois, pela primeira vez em 40 anos de monitoramento ininterrupto, a devastação anual ficou abaixo de 10 mil hectares.

“O Sistema de Alertas de Desmatamento [SAD] Mata Atlântica […] registrou queda de 28% no desmatamento em relação ao período anterior – de 53.303 para 38.385 hectares. Trata-se do menor índice dos quatro anos de acompanhamento”, ressalta a publicação.

Essa redução é resultado da pressão pública, da mobilização social, de políticas ambientais e de ações de fiscalização, como embargos remotos, restrição de crédito em áreas desmatadas ilegalmente e aplicação da lei de proteção da vegetação nativa, observa a matéria.

Cabe enfatizar que houve queda nas derrubadas em 11 dos 17 estados do bioma, principalmente na Bahia e no Piauí. No entanto, esses estados ainda estão entre os maiores responsáveis pela perda florestal, concentrando 89% da área desmatada, junto com Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.

Quase toda a área desmatada (96%) foi destinada à agropecuária, grande parte com indícios de ilegalidade. Os números de 2025 confirmam uma trajetória de queda, mas exigem vigilância, pois cada fragmento de floresta perdido faz diferença.

Apesar de a Mata Atlântica ter condições de alcançar o desmatamento zero, há riscos concretos no plano legislativo, como novas leis que enfraquecem os mecanismos de controle ambiental e permitem que municípios autorizem a supressão de vegetação primária sem a estrutura técnica adequada.

Apenas 12,4% da cobertura original corresponde a florestas maduras, e o monitoramento contínuo ao longo de 40 anos mostra que o resultado de 2025 representa uma mudança consistente, reforçando que políticas rigorosas e critérios técnicos reduzem o desmatamento, conclui o relatório.

Anteriormente, o Centro Especializado em Manejo Integrado do Fogo (CEMIF) relatou que o período mais crítico para incêndios florestais em 2025 chega ao fim com 434.392 hectares queimados em unidades de conservação.

De acordo com o governo federal, este é o segundo menor volume já registrado na série histórica, ficando atrás apenas de 2018, quando foram contabilizados 428.320 hectares afetados — embora, à época, apenas 39 unidades fossem monitoradas, contra 79 em 2025.



Fonte: HOJE BAHIA

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