Marina Silva passa mal durante COP15 e é atendida em ambulância

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A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Marina Silva, passou mal na tarde deste domingo (22) em Campo Grande (MS), durante a 15ª Conferência das Partes (COP 15) da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS, na sigla em inglês).

Segundo a médica da presidência da República, Ana Helena Germoglio, que atende a ministra, ela teve um pico na pressão e sentiu um pouco de enjoo, mas está bem.

Mais cedo, em seu discurso na conferência, a ministra defendeu a multilateralidade entre os países, sem uma ordem hegemônica vigente.

“Façamos, dessa forma, o verdadeiro momento contundente de defesa do multilateralismo, a única forma de resolvermos os nossos problemas.”

Para Marina, é hora de coordenar esforços para promover “conectividade ecológica” sobretudo estabelecendo sinergias com outros acordos multilaterais ambientais.

O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu a sessão especial do encontro nesta tarde. O país comandará a convenção por três anos e deve aprovar a Declaração do Pantanal, convidando novos membros para além dos atuais 133.

O governo quer ampliar signatários, captar mais recursos e lançar editais de pesquisa sobre espécies migratórias.

O evento será realizado pela primeira vez no Brasil, a partir de amanhã (23), até 29 de março. O encontro será presidido pelo secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), João Paulo Capobianco.

Estão sendo esperados mais de 2 mil delegados. Entre as prioridades estão ações conjuntas com Bolívia e Paraguai para proteger espécies do Pantanal e combater incêndios transfronteiriços.

Mais cedo, Lula se encontrou com o homólogo do Paraguai, Santiago Peña, onde trataram de integração comercial e cooperação no âmbito do Mercosul, estratégias conjuntas de combate ao crime transnacional e, em especial, o futuro da Usina de Itaipu — uma das maiores hidrelétricas do mundo, administrada em conjunto pelos dois países e alvo de disputas sobre a revisão de seu tratado fundador.

A Conferência das Partes (COP) é a principal instância decisória da CMS, em que 132 países e a União Europeia se reúnem para definir as prioridades e o orçamento para tratar da conservação das espécies migratórias. O encontro ocorre a cada três anos.

Em vigor desde 1979, a CMS reúne governos, cientistas, povos indígenas, comunidades tradicionais, sociedade civil e especialistas em vida silvestre para enfrentar desafios relacionados à conservação da fauna migratória em escala global.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, 1.189 espécies silvestres migratórias, distribuídas entre 962 aves, 94 mamíferos terrestres, 64 mamíferos aquáticos, 58 espécies de peixes, 10 répteis e 1 inseto.



Fonte: HOJE BAHIA

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