O presidente da Rússia, Vladimir Putin, recebeu um convite formal para integrar o Conselho da Paz que está sendo criado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a fim de supervisionar a reconstrução e a governança da Faixa de Gaza após mais de dois anos de guerra entre Israel e o Hamas. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (19/1) pelo porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.
“O presidente Putin também recebeu, por meio de canais diplomáticos, um convite para participar deste Conselho da Paz”, afirmou Peskov.
Segundo ele, o governo russo está analisando a proposta e aguarda mais detalhes por parte dos Estados Unidos antes de decidir.
Aliados foram convidados
O Ministério das Relações Exteriores da Bielorrússia confirmou que o presidente Alexander Lukashenko, aliado político de Putin, também recebeu convite para integrar o conselho.
Plano de Trump para Gaza
- O Conselho da Paz é uma peça central do plano de Donald Trump para encerrar o conflito em Gaza.
- O plano foi dividido em duas fases. A primeira previa a libertação de reféns israelenses, a retirada parcial das tropas de Israel, o desarmamento de grupos armados palestinos e o estabelecimento de uma administração externa interina no enclave.
- Em outubro, Israel e o Hamas chegaram a um acordo mediado por Egito, Catar, Estados Unidos e Turquia, aprovado posteriormente pela resolução do Conselho de Segurança da ONU, em novembro de 2025.
- Na votação, Rússia e China se abstiveram.
- Recentemente, Washington anunciou o início da segunda fase do plano, que inclui a criação de estruturas permanentes de governança em Gaza, entre elas o Conselho da Paz.
Segundo a Casa Branca, o Conselho da Paz será presidido por Trump e contará com nomes como o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff; o empresário e genro do presidente, Jared Kushner; o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair; o investidor Mark Rowan; o presidente do Banco Mundial Ajay Banga; e o vice-conselheiro de segurança nacional Robert Gabriel.
No entanto, convites já teriam sido enviados a representantes de quase 60 nações, incluindo Brasil, Argentina, Alemanha, Índia, Hungria, Turquia, Catar e Polônia.
Cada país poderá integrar o conselho por até três anos, com exceção daqueles que optarem por uma adesão permanente mediante o pagamento de uma taxa mínima de US$ 1 bilhão, segundo informações.



