PSB pede ao STF afastamento de Ibaneis por caso Master – 10/03/2026 – Brasília Hoje

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O diretório do PSB no Distrito Federal pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal), nesta terça-feira (10), o afastamento do governador Ibaneis Rocha (MDB). O partido aponta à corte que o escritório de advocacia do emedebista, do qual ele diz estar afastado desde 2018, vendeu direitos sobre o recebimento de honorários milionários para um fundo da Reag, investigada no contexto das fraudes do Banco Master.

O PSB aponta possíveis crimes que poderiam ter sido cometidos por Ibaneis ou seu escritório, citando: gestão temerária de instituição financeira, corrupção passiva, tráfico de influência, advocacia administrativa, organização criminosa, lavagem de dinheiro. Além disso, o partido alerta para “prováveis condutas comissivas e omissivas verificadas na gestão do Banco de Brasília (BRB)”.

Dirigente do PSB e pré-candidato ao governo, Ricardo Cappelli afirmou à Folha que “Ibaneis perdeu as condições de ficar no governo do Distrito Federal comandando o BRB. Ele precisa ser afastado imediatamente para que tudo possa ser apurado”.

Em novembro, o Banco Central detectou que R$ 12 bilhões em carteiras de crédito vendidos pelo Master ao BRB eram fraudados e determinou que o valor fosse ressarcido ao banco estatal de Brasília. Posteriormente, o BRB informou que havia recuperado cerca de R$ 10 bilhões.

A Folha teve acesso ao documento que comprova que o escritório de advocacia de Ibaneis vendeu para o fundo Reag Legal Claims os direitos sobre o recebimento de honorários no valor de R$ 38,13 milhões (equivalente a 10% da condenação), com data-base de dezembro de 2021. A informação foi antecipada pelo jornal O Globo.

Os honorários, como é chamada a remuneração de advogados em uma ação judicial, eram relativos a uma ação em que o escritório de Ibaneis representava o Sindilegis (Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal) contra a União. A demanda resultou em uma condenação de R$ 381,3 milhões contra os cofres federais.

De acordo com investigações da Polícia Federal, a Reag estava envolvida num roteiro sofisticado de fraude financeira encabeçada pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Ibaneis nega conhecimento sobre a negociação. “Ele está afastado do escritório de advocacia desde 2018, de modo que não possui informações sobre negociações realizadas quase seis anos após seu afastamento”, diz sua defesa, em nota.

Segundo a defesa de Ibaneis, ele jamais negociou com o diretor da Reag Legal Claims. “O governador Ibaneis nunca participou de quaisquer negociações com o sr. Marcos Ferreira Costa, tampouco com outros representantes dessa empresa. Todas as informações que detém sobre o grupo foram adquiridas a partir de matérias de jornais, já no presente ano”, dizem seus advogados.

Em outra frente, o PL rompeu com Ibaneis Rocha e agora propõe uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) na Câmara Legislativa do Distrito Federal para investigar a fraude do Banco Master, que envolve o BRB (Banco de Brasília).

“Não dá mais para esperar. Quando aparecem indícios graves de desvio de recursos, temos obrigação de agir. CPI é instrumento de fiscalização, e esta se tornou inevitável”, afirmou a deputada distrital Bia Kicis (PL).


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Fonte: FOLHA DE SÃO PAULO

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