A Polícia Federal prendeu o vigilante do Centro de Atendimento ao Contribuinte da Receita Federal no bairro de Laranjeiras, no Rio de Janeiro, relataram à CNN fontes ligadas à investigação.
Foi nessa mesma agência em que trabalhava o servidor do Serpro (empresa estatal federal de processamento de dados) Luiz Antônio Martins Nunes, que é suspeito de vender informações sigilosas de ministros do Supremo Tribunal Federal e de seus familiares.
A prisão do vigilante fortalece a tese de que haveria uma coordenação para obtenção de dados de ministros do Supremo Tribunal Federal e de seus familiares.
Essa linha é reforçada por outras duas informações passadas à CNN por fontes ligadas à investigação: a de que os acessos foram nos campos econômicos e fiscais, e não nos cadastrais; e a de que foi inserido o CPF de autoridades e familiares, minimizando o argumento de que poderia ter havido engano na busca pelos servidores.
A operação, ocorrida na semana passada, teve outros três alvos além de Nunes: Luciano Pery Santos Nascimento, Ruth Machado dos Santos e o auditor fiscal Ricardo Mansano de Moraes.
Todos foram alvos de medidas cautelares impostas pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, o que gerou questionamentos.
O presidente do Unafisco, Kleber Cabral, fez críticas à operação, apontando ter havido desproporcionalidade, dado que a apuração da Receita contra os servidores ainda era preliminar. Diante de suas falas, Moraes o incluiu como investigado no inquérito das fake news.
O Sindifisco se posicionou contrário a divulgação dos alvos da PF no site do STF.
A CNN tenta contato com a defesa de Luiz Antônio Martins Nunes e do vigilante preso. O espaço segue aberto para manifestação.
Fonte: CNN BRASIL
