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Pentágono diz que 200 militares invadiram Caracas para capturar Maduro

Mundo


O secretário de Guerra norte-americano, Pete Hegseth, afirmou nesta segunda-feira (5/1), que cerca de 200 soldados das Forças Armadas dos Estados Unidos invadiram o centro de Caracas para capturar o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

A ação fez parte da operação militar que resultou na prisão do chavista e de sua esposa, Cilia Flores, levados posteriormente aos Estados Unidos. De acordo com Hegseth, a missão ocorreu sem baixas entre os militares americanos.

“Quase 200 dos nossos mais corajosos americanos foram ao centro de Caracas e detiveram um indivíduo indiciado e procurado pela Justiça americana, em apoio às forças da lei, sem que nenhum americano fosse morto”, declarou o chefe do Pentágono.

Em tom provocativo, Hegseth também ironizou o suposto sistema de defesa venezuelano. “Parece que as defesas aéreas russas não funcionaram tão bem, não é mesmo?”, disse, ao relatar que a operação ocorreu no coração da capital venezuelana, sem resistência capaz de impedir a captura.

Ainda não há confirmação oficial sobre o número de feridos do lado americano. Já Cuba, aliada do governo Maduro, que afirma ter enviado agentes especiais para proteger o presidente venezuelano, declarou que 32 cubanos foram mortos “a sangue-frio” durante a ofensiva dos Estados Unidos.

Maduro após audiência nos EUA
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Maduro após audiência nos EUA

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Casa Branca minimiza vazamento de informações em grupo : "Nada sério"
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Casa Branca minimiza vazamento de informações em grupo : “Nada sério”

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O Chefe do Estado-Maior Conjunto da Força Aérea, General Dan Caine (à direita), acompanhado pelo Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth (à esquerda), discutem os detalhes do ataque ao Irã durante coletiva de imprensa no Pentágono
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O Chefe do Estado-Maior Conjunto da Força Aérea, General Dan Caine (à direita), acompanhado pelo Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth (à esquerda), discutem os detalhes do ataque ao Irã durante coletiva de imprensa no Pentágono

Andrew Harnik/Getty Images


Operação militar

  • A captura ocorreu no último sábado (3/1), quando forças dos Estados Unidos atacaram diferentes regiões da Venezuela.
  • Donald Trump, confirmou publicamente a prisão de Maduro e de sua esposa.
  • O governo dos EUA acusa Maduro de ser o chefe do Cartel de los Soles, organização recentemente classificada por Washington como grupo terrorista internacional, além de envolvimento em narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas.
  • Após a operação, Maduro foi levado ao Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn, em Nova York, conhecido como “prisão dos famosos”, onde permanece detido enquanto aguarda julgamento.

Audiência em Nova York

Após a captura, Maduro e Cilia Flores compareceram nesta segunda-feira a uma audiência de instrução em um tribunal de Manhattan, em Nova York, conduzida pelo juiz Alvin K. Hellerstein. Durante a sessão, o presidente venezuelano se declarou inocente das acusações.

“Não sou culpado. Sou inocente de tudo o que foi mencionado aqui”, afirmou Maduro, por meio de um tradutor. Ele também se descreveu como um “presidente sequestrado” e disse ser um homem decente.

Cilia Flores acompanhou o marido e igualmente se declarou “completamente inocente”. O juiz informou ao casal que ambos têm direito a solicitar contato com o consulado da Venezuela. Os dois manifestaram interesse em receber visitas consulares.



Fonte Metrópoles

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