Sobre o ato político, Malafaia avaliou que a manifestação organizada por ele e outras figuras da direita brasileira representam “uma reação” ao que ocorre no Brasil. Ele mencionou episódios recentes do Banco Master e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), mas também mencionou diretamente o governo Lula, o qual ele se diz abertamente ser oposição.
O pastor citou explicitamente o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), dizendo ser “uma vergonha ver um ministro usar um inquérito imoral e ilegal de fake news para perseguir gente da Receita Federal”.
Malafaia acrescentou que vê o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) “sentado em cima de 51 assinaturas” que pedem abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Master e afirmou que a manifestação feita em São Paulo (SP) é contra “esse governo Lula que é uma piada”.
Economia
Ao comentar a economia, o pastor comentou que mais de 200 indústrias brasileiras foram para o Paraguai. Recentemente, relatórios e matérias da mídia apontam as empresas brasileiras instalaram operações no país vizinho, motivadas por incentivos fiscais como a Lei de Maquila, que oferece regimes tributários mais atrativos.
Sobre a revisão dos chamados penduricalhos, Malafaia declarou que é preciso acabar com “essa pouca vergonha” e que parlamentares só fazem “bravata”.
“Eu escuto essa história de penduricalho há anos. Há anos e não vi ninguém dar um final real nessa história que precisa ser dada, que isso é uma afronta ao povo brasileiro, isso é uma vergonha o que nós assistimos.”
Questionado sobre a anistia aos presos de 8 de janeiro, ele defendeu que a prisão seja derrubada por meio da Dosimetria.
“Não é o ideal, mas libera todas essas pessoas, todas elas que estão presas. O Bolsonaro vai, ele e alguns por esse tipo de ação, vai ficar ainda três ou quatro anos para cumprir uma pena […] [Bolsonaro] vai pagar o preço dessa farsa de ‘pseudogolpe’, mas o caminho é derrubar o veto de Lula. Isso tem que ser derrubado, isso é uma vergonha” .
Sobre o Judiciário, Silas Malafaia afirmou à Sputnik Brasil que seria leviano em dizer que o Poder representa o “problema do país”. No entanto, ele entende que a problemática se dá em “aqueles que ocupam cargos nos poderes e usam desses cargos para se beneficiarem ou para esconder marmelada”.
“Uma vergonha de dois ministros do STF envolvidos até o talo em questões que em qualquer lugar do mundo democrático estão afastados até o julgamento final, até a verificação. Os caras continuam aí.”
‘Fé e política se misturam, sim’
Malafaia também comentou a situação no Oriente Médio, com bombardeios registrados por Teerã, Tel Aviv e Washington. Segundo ele, “o regime do Irã” é “um regime perverso”, mas que encontra apoio na esquerda.
Apesar de ser um Estado judaico, Israel tem tido apoio ferrenho de cristãos, sobretudo os evangélicos, no Brasil e no mundo.
“Quem vai ameaçar americano? Quem vai ameaçar Israel? O judeu ele tem a marca da história dele que ele não vai deixar repetir o que aconteceu no Holocausto. Então eles vão se defender de tudo o que é jeito para parar qualquer um que se levante e que pregue a aniquilação do seu estado e é um direito. Soberania de um Estado, autoproteção”.
Sobre a relação entre fé e política, ele foi categórico ao dizer que “quem inventou essa história que religião e política não se misturam, precisa conhecer a história e são ignorantes, historicamente falando”.
Segundo ele, o paradigma do mundo ocidental é o modelo judaico-cristão:
“Direitos humanos, defesa da vida, valorização da mulher, da criança e do idoso, vida em família, cristianismo. As maiores universidades do mundo, cristianismo.” Para Malafaia, o cristianismo é “o principal fator da formação da Europa e das Américas”.
O pastor defendeu que não se separa das pessoas “suas convicções ideológicas, sejam elas baseadas no ateísmo, sejam elas baseadas no comunismo ou sejam elas baseadas no cristianismo”.
“É a Reforma Protestante que permite se produzir ciência como nunca, que muda o estilo e o modelo de padrão das nações. É a Reforma Protestante que vem o Estado laico, a escola pública. Faz com que homens de classe baixa conquistem riqueza e poder. Então, isso é uma lorota da esquerda”, afirmou ele. “Eu quando defendo ou estou apoiando alguém, meus princípios são negociáveis. Eu não abro mão deles, certo?”, completou ele.
Fonte: HOJE BAHIA
