O governo do Irã reagiu a ameaça feita por Donald Trump, que afirmou a prontidão dos Estados Unidos para intervirem no país, e declarou que os “iranianos não permitirão nenhuma interferência estrangeira”. A declaração foi divulgada pelo chanceler Esmaeil Baqaei nesta sexta-feira (2/1).
Em um comunicado divulgado na rede social X, o ministro das Relações Exteriores iraniano citou alguns casos em que Washington tomou ações para “salvar o povo iraniano”. Entre elas, o “apoio irrestrito a Saddam Hussein” na guerra entre Irã e Iraque na década de 1980, e a série de sanções econômicas que atingem a economia do país.
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“Basta analisar o longo histórico das ações dos políticos americanos para ‘salvar o povo iraniano’ para compreender a profundidade da ‘simpatia’ dos Estados Unidos pela ação iraniana”, declarou Esmaeil Baqaei. “Os iranianos não permitirão nenhuma interferência estrangeira em seu diálogo e interação mútua para a resolução de problemas”, acrescentou.
Mais cedo, Trump ameaçou interferir no Irã em meio a onda de protestos que toma conta do país nas últimas semanas, em resposta à crise na economia iraniana. Segundo a imprensa internacional e órgãos de observação, ao menos sete pessoas já foram mortas em confrontos com as forças governamentais.
Segundo a mídia estatal iraniana, ao menos 30 pessoas já foram detidas. Elas são acusadas de integrarem “grupos anti-Irã”, que possuem ligações com “uma rede monarquista sediada nos Estados Unidos”, e organização que “atuam na Europa”.