Hospitais federais no Rio renascem com investimentos do Governo do Brasil

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Do caos e abandono ao renascimento. Em três anos, os hospitais federais sediados na cidade do Rio de Janeiro saíram do esquecimento e quase inutilidade e foram não apenas reativados, mas ampliados e modernizados. O Governo do Brasil socorreu, investiu recursos e fechou parceria com a prefeitura municipal para devolver os hospitais à população.

Na sexta-feira, 13, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acompanhado do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e do prefeito do Rio, Eduardo Paes, entregaram mais uma etapa dessa reconstrução. O novo Hospital Federal do Andaraí (HFA) ganhou um novo Setor de Trauma e uma clínica médica moderna e ampliada. Em fevereiro, Lula havia inaugurado a modernização do Hospital Cardoso Fontes, também no Rio.

As entregas fazem parte do Plano de Reestruturação dos Hospitais Federais, no âmbito do programa Agora Tem Especialistas, que tem investimento total de R$ 607 milhões do Governo do Brasil no Hospital do Andaraí para a retomada dos serviços, qualificação da assistência e redução de filas nas unidades.

O presidente Lula destacou o contraste entre o tratamento oferecido pelo atual Governo do Brasil e a gestão anterior.

Eu queria chamar a atenção das pessoas porque esse hospital estava em situação deteriorada. É inacreditável a falta de respeito com o povo. É inacreditável que não se dêem conta que se o hospital é de qualidade, quem é o beneficiário é o povo. É preciso haver denúncias e mais denúncias do desmantelo do hospital, como aconteceu aqui”, destacou.

O ministro Padilha, da Saúde, também destacou o antes e o agora.

“Este não era um hospital envelhecido, era um hospital abandonado. E o que está sendo mostrado aqui hoje é que a gente já ressuscitou essa rede federal. Na pandemia todo mundo queria respirar. Posso dizer que hoje o Hospital da Andaraí e os hospitais federais voltaram a respirar, voltaram a ser entregues para o povo do Rio de Janeiro e para o SUS”, emendou.

Esse hospital não tinha urgência aberta, adulta e pediátrica. Não tinha equipamento de tratamento de oncologia, acelerador linear que faz radioterapia no tratamento do câncer. Ele é tão moderno quanto os mais modernos centros privados do mundo”, completou o titular da Saúde.

Ao longo da cerimônia, o prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, também apresentou um diagnóstico de como esteve a rede de saúde municipal, citou melhorias nas unidades e destacou que a capilaridade de atendimento da unidade permite atendimento de outros municípios do estado. “É revolucionário na saúde pública dos cariocas e dos fluminenses, porque essa rede aqui atende o estado inteiro. É revolucionário”, apontou. Os hospitais da rede federal passaram a ser geridos pela prefeitura em 2024, em acordo firmado com a então ministra da Saúde, Nísia Trindade – também presente à cerimônia.

Dez anos atrás, abandono, como registrado nesta foto feita por servidores

“Dobramos o número de unidades de saúde. Se tem uma coisa que me orgulha é o que a gente conseguiu fazer na saúde, algo que seria impossível se não fosse o Sistema Único de Saúde”, argumentou o prefeito Paes.

Agora tem

Desde o início da reestruturação dos hospitais e institutos federais, o Governo do Brasil já investiu mais de R$ 1,4 bilhão na readequação das unidades do Rio de Janeiro, incluindo incrementos pelo programa Agora Tem Especialistas e aumento do Teto MAC (limite de recursos do Governo do Brasil para atendimento de média e alta complexidade). Este aumento amplia o acesso a cuidados como transplantes, tratamentos oncológicos e demais cirurgias, além da reabertura de leitos e dos atendimentos de emergência para ampliar a capacidade assistencial em toda a rede.

Nos últimos dois anos, o novo Hospital Federal do Andaraí inaugurou mais de 140 novos leitos, quase dobrando o número de atendimentos anuais, que passou de 84 mil para 167 mil. A força de trabalho também cresceu, de 2,5 mil colaboradores para 4,6 mil.

Reestruturação facilitou o acesso

O setor de Emergência do novo Hospital Federal do Andaraí foi reaberta em fevereiro de 2025, após permanecer dez anos fechada. Antes da reestruturação, o atendimento a pacientes em estado grave — vítimas de acidentes de trânsito, quedas e ferimentos por arma de fogo — era realizado em um hospital do centro da cidade, com deslocamento de quase 9 km para acesso ao serviço.

O prefeito do Rio participou da entrega do novo hospital. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Em maio de 2025, o HFA recebeu um acelerador linear, com investimentos de R$ 13,4 milhões do Plano de Expansão da Radioterapia no SUS. A instituição, que antes não possuía equipamento de radioterapia, agora tem capacidade para atender até 600 novos casos de câncer por ano. O ministro Alexandre Padilha também inaugurou as novas instalações do restaurante do hospital, fechado por 12 anos, com capacidade para produzir 2,4 mil refeições diárias.

Desde a retomada, ao todo, foram reabertos 335 leitos nos hospitais federais e reativadas 16 salas cirúrgicas. Como resultado, houve aumento de 30% no número de cirurgias realizadas em um ano: foram 16.803 procedimentos em 2024 e 21.869 em 2025.

Hospital Cardoso Fontes

Em fevereiro de 2026, o presidente Lula e o ministro Alexandre Padilha inauguraram o Centro de Emergência 24h para crianças e adultos no Novo Hospital Federal Cardoso Fontes, que, assim como o Hospital Federal do Andaraí, também está sob gestão municipal. O centro contou com investimento federal de R$ 100 milhões para modernização das alas.

Após o primeiro ano de reabertura, a unidade realizou mais de 17 mil atendimentos, retomou o funcionamento 24 horas, ampliou a enfermaria clínica de 27 para 60 leitos, recebeu dois tomógrafos — sendo um deles adaptado para pacientes obesos — e reforçou sua força de trabalho, que atualmente conta com 2.241 profissionais.



Fonte: HOJE BAHIA

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