Um mês após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, o filho do líder chavista, Nicolás Maduro Guerra, usou as redes sociais nessa terça-feira (3/2) para prestar uma homenagem.
“Um mês sem o seu conselho, sem a sua resposta rápida, sem a sua sabedoria. Tem sido difícil? Sim, muito difícil”, escreveu.
Na publicação, Maduro Guerra descreveu o período desde a prisão como um momento de dor pessoal, mas também de fortalecimento político.
Segundo ele, apesar da ausência, o legado do pai teria preparado o povo venezuelano para enfrentar o novo cenário político do país.
Queda de Maduro
- Nicolás Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram capturados em 3 de janeiro durante uma operação militar norte-americana em Caracas.
- Segundo o governo dos Estados Unidos, a ação fez parte da chamada Operação Lança do Sul, cujo objetivo seria combater o tráfico de drogas na América Latina.
- Atualmente, ambos estão detidos no Centro de Detenção Metropolitano (MDC), em Nova York. Maduro é acusado de crimes relacionados ao tráfico de drogas e ao que Washington classifica como “narcoterrorismo”.
- Apesar disso, dias após a prisão, o Departamento de Justiça dos EUA recuou da acusação de que o presidente venezuelano chefiava o cartel de Los Soles.
- Até o momento, não foram apresentadas provas concretas, e não há previsão para o julgamento.
- Durante audiência de custódia, Maduro se declarou inocente.
O deputado também afirmou que a família e os apoiadores seguem “tristes, mas fortalecidos”, destacando a serenidade e a paz que, segundo ele, Maduro transmite mesmo preso.
“Aqui estamos, papai, com a pátria e o povo unidos e firmes”, declarou, ao prometer dar continuidade ao que chamou de caminho de Bolívar e Chávez.
Na homenagem, Maduro Guerra defendeu ainda a construção de um projeto de soberania “em total paz, com diálogo, inclusão e diplomacia”, e afirmou acreditar que o pai retornará em breve.
Mudanças na Venezuela
Após a captura do líder chavista, a Venezuela passou por um rápido processo de mudanças políticas.
A aproximação com os interesses norte-americanos tem sido apontada como a principal transformação desde a queda de Maduro, em meio a ameaças de Donald Trump, que afirmou que poderia “comandar” o país durante um período de transição política.
Trump também declarou que novas autoridades venezuelanas poderiam “pagar um preço alto” caso não colaborassem com Washington.