A Guarda Costeira dos Estados Unidos divulgou, nessa quarta-feira (7/1), imagens que mostram uma abordagem de busca e apreensão do navio-tanque petroleiro Marinera, anteriormente chamado Bella I, ligado à Venezuela. O Comando Europeu dos EUA também confirmou a apreensão, realizada sob a justificativa de violações às sanções norte-americanas. Veja:
A apreensão também ocorreu em cumprimento a um mandado expedido por um tribunal federal dos Estados Unidos. A embarcação navegava sob bandeira russa e era alvo de sanções do Departamento do Tesouro norte-americano.
“Após um intenso trabalho de acompanhamento do navio da Guarda Costeira Munro ao longo do Atlântico, as equipes táticas da Guarda Costeira utilizaram seus poderosos poderes de aplicação da lei marítima para garantir a segurança do Bella I por meio de uma operação conjunta executada com precisão”, informou a Guarda Costeira.
Em contrapartida, Moscou solicitou a Washington que respeite o Estado de Direito e interrompa o que classificou como ações ilegais contra o petroleiro Marinera, de acordo com comunicado do Ministério das Relações Exteriores da Rússia à imprensa russa.
“Apelamos a Washington para que retome o cumprimento das normas e princípios fundamentais da navegação marítima internacional e cesse imediatamente as suas ações ilegais contra a Marinera e outros navios que realizam atividades legais em alto mar”, afirmou o ministério.
Eles reiteraram a exigência de que os “EUA garantam um tratamento humano e digno aos cidadãos russos que compõem a tripulação do petroleiro” e que o governo norte-ameircano conhecia o proprietário.
Moscou também classificou como infundadas as alegações baseadas em “legislação de sanções”. Segundo o governo russo, “Medidas restritivas unilaterais por parte dos EUA, assim como de outros países ocidentais, são ilegítimas e não podem justificar tentativas de estabelecer jurisdição e, muito menos, de apreender navios em alto-mar.”
O petroleiro navegava desde 24 de dezembro e transitava por águas internacionais no Atlântico Norte, com destino a um dos portos da Rússia.
“As declarações de alguns funcionários estadunidenses de que a apreensão da Marinera faz parte de uma estratégia mais ampla para estabelecer o controle irrestrito de Washington sobre os recursos naturais da Venezuela são extremamente cínicas. Rejeitamos veementemente tais tendências neocolonialistas”, concluiu o órgão segundo a agência Tass.