O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do PIB, registrou um avanço de 2,45% em 2025 na comparação com o ano anterior, indicando uma desaceleração da economia brasileira. Este resultado é menor do que o crescimento observado em 2024, quando a economia teve expansão superior a 3%. Análise é de Gabriel Monteiro no CNN Novo Dia.
De acordo com os dados divulgados, o último mês de 2025 apresentou resultado negativo, com contração da atividade econômica de novembro para dezembro. O setor de serviços foi o único que fechou com queda, registrando retração de 0,20% no período. Este segmento tem sido especialmente monitorado pelo Banco Central por conta da pressão inflacionária, já que os preços de serviços continuam subindo.
Apesar da queda na atividade econômica em dezembro, a contração foi menor do que o mercado projetava. Isso ocorreu porque o setor agropecuário apresentou resultados positivos e a indústria continuou crescendo mesmo com juros elevados, na casa dos 15%. Essa resiliência de alguns setores da economia aponta para cautela na condução da política monetária. “Isso aponta cautela para a condução da política monetária”, destaca o analista de Economia da CNN.
O mercado financeiro está dividido quanto às próximas decisões do Banco Central sobre a taxa de juros. Uma parte dos analistas defende que é necessário começar a cortar fortemente os juros, com redução de meio ponto percentual, saindo de 15% para 14,5%. Outra parcela acredita que, após este dado que apresentou queda pequena na atividade, o BC deveria ser mais cauteloso nas reduções da taxa básica.
Gabriel Monteiro avalia que o tom claro dos dados é de desaceleração. “A atividade vai perder força neste ano. 2026 vai ter um crescimento menor do que 2025”, afirmou. O mercado de trabalho, que tem se mantido aquecido com taxa de desemprego em mínimas históricas, também pode começar a apresentar sinais de desaceleração, embora ainda mantenha um forte nível de emprego que tem impulsionado setores como serviços para consumo e comércio.
Fonte: CNN Brasil