Julio Gomes

Árbitra e VAR foram bem, machista do Bragantino é retrato da deseducação

Esporte

Daiane foi bem ao manter o critério. E o VAR foi bem ao ficar quietinho. Coisa rara no futebol brasileiro.

O que não é raro é o machismo explícito proferido por Gustavo Marques, do Bragantino. “Não pode por mulher para apitar um jogo desses”, disse na entrevista, ainda no campo. O coitado, porque realmente é um coitado, montado em sua ignorância, percebeu que estava falando bobagem e foi tentando corrigir. “Tenho mãe, tenho esposa”.

É constrangedor, é grave. É quase para rir de tanta idiotice, não fosse para chorar. Estamos falando da mais pura falta de educação, o problema crônico do nosso país. Se, no entanto, as escolas fossem obrigadas a ensinar cidadania e igualdade, que respeitar mulher não é apenas “não bater em mulher”, vão dizer aí que é “ideologia de esquerda”.

Os clubes de futebol deveriam ser obrigados a investir mais em educação desde a base. São parte importante da sociedade e têm dinheiro demais girando nesses clubes e federações para fingir que o problema não é deles. Nota 10 para Daiane, nota zero para Gustavo Marques e todos os que tratam machismo e misoginia por aqui do mesmo jeito fútil, raso e irresponsável que os europeus, que tanto criticamos, tratam o racismo por lá.



Fonte: UOL ESPORTES

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