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Após pressão de Trump, Europa se movimenta para proteger a Groenlândia

Mundo


Após a pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para assumir o controle da Groenlândia, países europeus trabalham de forma conjunta para traçar um plano de resposta, caso haja alguma invasão.

Nesta quarta-feira (7/1), o ministro das Relações Exteriores francês, Jean-Noel Barrot informou durante declaração a uma rádio do país, que o tema será abordado em uma reunião com os chanceleres da Alemanha e da Polônia ainda hoje. No entanto, ele não deu mais detalhes sobre o plano.

Proteção à Groenlândia

A movimentação dos europeus ocorre após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter retomado ameaças de tomar a Groenlândia, território que pertence à Dinamarca. O líder norte-americano não descarta o uso de força militar para tal.

Nessa terça-feira (6/1), uma declaração conjunta da França, Reino Unido, Alemanha, Itália, Polônia, Espanha e Dinamarca afirmou que “a Groenlândia pertence ao seu povo” e apenas Dinamarca e Groenlândia podem decidir sobre o futuro do território.

O texto afirma que a segurança no Ártico deve ser garantida de forma coletiva, no âmbito da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), do qual a Dinamarca e os Estados unidos fazem parte.

A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, alertou que um ataque dos Estados Unidos a um país da Otan seria o fim da aliança militar.

“Se os Estados Unidos decidirem atacar militarmente outro país da Otan, então tudo para. Inclusive a nossa Otan e a segurança implementada desde o fim da Segunda Guerra Mundial”, disse Frederiksen, assegurando que está fazendo “tudo o que é possível” para evitar que isso aconteça.

O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, usou as redes sociais para reclamar das atitudes dos Estados Unidos. “Já chega! Chega de pressão. Chega de insinuações. Chega de fantasias de anexação”, escreveu.

Sem invasão

O controle do território da Groenlândia tornou-se a nova obsessão de Donald Trump. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, informou que Trump estuda diversas possibilidades para comandar a Groenlândia, inclusive o uso das Forças Armadas.

No entanto, a proposta principal do republicano é controlar a região sem precisar usar armas contra a Dinamarca — que faz parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, informou que o plano principal de Trump é comprar a Groenlândia, em vez de invadi-la, de acordo com o jornal norte-americano The New York Times.

Em reunião com parlamentares republicanos, na segunda-feira (5/1), Rubio deu detalhes das ambições de Donald Trump sobre a Groenlândia. Segundo o secretário de Estado dos EUA, o presidente pediu que os assessores apresentem planos para a compra do território.



Fonte Metrópoles

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