O presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, conversaram por telefone nesta sexta-feira (16/1), segundo informou o Kremlin. Ambos os líderes discutiram os “desdobramentos da crise no Irã”.
O presidente russo manifestou seu posicionamento “a favor do fortalecimento dos esforços políticos e diplomáticos com o objetivo de garantir a estabilidade e a segurança da região” no Oriente Médio e o contexto envolvendo o Irã.
Onda de protestos
- O Irã enfrenta, desde o final de dezembro de 2025, uma onda de protestos que começou com queixas econômicas e rapidamente se transformou em protestos contra o regime dos aiatolás.
- A repressão já deixou milhares de mortos, segundo organizações internacionais, e levou os Estados Unidos a adotar um tom cada vez mais agressivo, com ameaças públicas de “reações muito enérgicas” caso o regime avance com execuções de manifestantes.
- Dados foram divulgados nessa quarta-feira (14/1) pela ONG de defesa dos direitos humanos HRANA, sediada nos Estados Unidos, apontam para quase 3 mil mortos durante as manifestações.
Ainda segundo o Kremlin, o governo russo “confirmou seu compromisso em continuar realizando esforços de mediação e em promover um diálogo construtivo envolvendo todas as partes interessadas”.
Tanto Putin quanto Netanyahu concordaram em manter “contatos em diferentes níveis”.
Ainda nesta sexta, Putin também conversou por telefone com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, que destacou os esforços “contínuos do governo iraniano para normalizar a situação no país”.
“Foi destacado que Rússia e Irã apoiam de forma unânime e consistente a redução das tensões — tanto em relação ao Irã quanto à região como um todo — o mais rápido possível, defendendo a resolução de quaisquer questões exclusivamente por meios políticos e diplomáticos”, afirmou o governo russo.
Os líderes reforçaram o compromisso com a parceria entre os países, especialmente no âmbito econômico.


