A Argentina terminou 2025 com uma inflação acumulada de 31,5%, o menor índice anual registrado no país em oito anos, segundo o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) divulgado nesta terça-feira (13/1) pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec).
De acordo com o órgão, a inflação de novembro de 2025 foi de 2,5%, e o acumulado do ano até aquele mês chegou a 27,9%. Na comparação interanual, a alta dos preços ficou próxima de 31,4% a 31,5%, conforme estimativas finais por regiões e categorias de consumo.
O resultado consolida uma trajetória de desaceleração inflacionária após anos de forte instabilidade econômica e perda do poder de compra da população.
Pressão sobre os preços
Entre os grupos que mais pressionaram a inflação argentina em 2025 estão habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis, além de Transporte, impactado por reajustes de tarifas e combustíveis.
Itens como vestuário e equipamentos para o lar apresentaram variações mais moderadas ao longo do ano.
No recorte por categorias, os preços regulados — que incluem tarifas públicas e serviços com forte intervenção do Estado — lideraram os aumentos.
Crise econômica
A desaceleração inflacionária ocorre após um longo período de crise financeira, marcada pela desvalorização do peso, controle cambial, escassez de reservas internacionais e sucessivas renegociações da dívida externa.
Em 2025, o governo argentino adotou ajustes fiscais, contenção de gastos públicos e maior controle sobre a emissão monetária, além de políticas para reorganizar subsídios e tarifas.
Embora essas medidas tenham contribuído para frear a inflação, especialistas alertam que o custo social foi elevado, com impacto direto sobre o consumo das famílias e o nível de atividade econômica.