Um policial venezuelano preso em dezembro após acusações de traição à pátria morreu nesse sábado (10/1) enquanto estava sob custódia do governo da Venezuela, apontam ONGs e o Ministério Público do país.
Na última quinta-feira (8/1), a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou a libertação de prisioneiros políticos do país, tanto venezuelanos como estrangeiros.
De acordo com o Comitê pela Liberdade dos Presos Políticos da Venezuela (CLIPP), Edison José Torres Fernández, de 52 anos, foi detido em 9 dezembro de 2025 por compartilhar mensagens críticas ao regime de Nicolás Maduro.
A ONG informou que não há informações oficiais sobre as circustâncias ou as causas da morte, “nem sobre a atenção médica que foi recebida durante a permanência sob custódia”.
#DENUNCIA #URGENTE | Comité de Familiares por la Libertad de los Presos Políticos (CLIPP)
El Comité de Familiares por la Libertad de los Presos Políticos denuncia la muerte bajo custodia del Estado de Edison José Torres Fernández, de 52 años de edad, ocurrida el 10 de enero de… pic.twitter.com/DZl4izYzII
— Comité por la Libertad de los Presos Políticos. (@clippve) January 11, 2026
O Ministério Público, porém, confirmou a morte e informou que o policial sofreu um mal súbito e, por isso, foi transferido imediatamente para uma unidade de saúde, onde deu entrada com sinais vitais e recebeu atendimento médico.
Segundo o órgão, ele apresentou posteriormente um acidente cerebrovascular, seguido de uma parada cardíaca, e morreu no hospital Dr. Domingo Luciani, no leste de Caracas, conforme comunicado divulgado à imprensa.
A CLIPP também tem denunciado a demora na libertação dos prisioneiros. Segundo familiares e defensores dos direitos humanos, apenas cerca de 20 presos políticos foram libertados até o momento.
“Exigimos uma investigação imediata, independente e transparente, assim como a libertação imediata de todos os presos políticos que continuam injustamente detidos. Ninguém pode morrer mais sob a custódia do Estado. A vida das pessoas privadas de liberdade é responsabilidade absoluta de quem quer que seja detido”, afirmou a organização na rede social X.
Fernández era funcionário da polícia de Portuguesa, estado localizado a cerca de 400 km de Caracas, e tinha mais de 20 anos de serviço.