Ícone de sino para notificações

Milhares protestam em Minneapolis após morte de mulher pelo ICE

Mundo


Neste sábado (10/1), dezenas de milhares de pessoas tomaram as ruas de Minneapolis, nos Estados Unidos, mais uma vez para protestar contra agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) após a morte de Renee Nicole Good, de 37 anos, durante uma operação federal na cidade. Os manifestantes marcharam em direção à rua onde Renee foi baleada.

Protestos com o lema ICE Out for Good (ICE fora de uma vez por todas, em português) também ocorreram em outros estados além de Minnesota, como Kansas, Novo México, Ohio, Flórida e Texas. Mais de mil manifestações foram planejadas em todo o país até este domingo (11/1).

Veja:

Manifestantes também se reuniram na frente da Casa Branca, sede do governo dos EUA, em Washington, D.C.

Assista:

Os atos deste sábado se somam aos que vem acontecendo desde quarta-feira (7/1), quando Good foi baleada na cabeça e morta.

Ela dirigia um carro SUV quando foi abordada por agentes do ICE, que tentavam abrir a porta do veículo. Em seguida, o automóvel se move, tiros são disparados, o carro avança e acaba colidindo com um poste. A americana tinha 37 anos, era poeta, escritora, guitarrista, mãe e morava em Mineápolis com a companheira.

O órgão afirmou que um agente disparou “em legítima defesa”, mas a versão oficial é contestada por autoridades locais. O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, classificou a alegação federal contra a vítima como “uma grande mentira” e disse que os agentes estão “tentando justificar como ação de legítima defesa”.

Milhares protestam em Minneapolis após morte de mulher pelo ICE - imagem 1
1 de 7David Berding/Getty Images)
Renee Good, mulher morta a tiros nos EUA por agentes do ICE
2 de 7

Renee Good, mulher morta a tiros nos EUA por agentes do ICE

Reprodução/Redes sociais

Milhares protestam em Minneapolis após morte de mulher pelo ICE - imagem 3
3 de 7Stephen Maturen/Getty Images
Milhares protestam em Minneapolis após morte de mulher pelo ICE - imagem 4
4 de 7Reprodução/Alpha News
Milhares protestam em Minneapolis após morte de mulher pelo ICE - imagem 5
5 de 7Stephen Maturen/Getty Images
Milhares protestam em Minneapolis após morte de mulher pelo ICE - imagem 6
6 de 7Stephen Maturen/Getty Images
Milhares protestam em Minneapolis após morte de mulher pelo ICE - imagem 7
7 de 7Alex Kormann/The Minnesota Star Tribune via Getty Images

O episódio ocorre em meio ao endurecimento das políticas migratórias desde o retorno de Donald Trump à presidência, em janeiro de 2025. O governo federal determinou a ampliação de detenções e deportações, o que tem resultado em mais operações e ações de fiscalização em diferentes estados.

Na noite dessa sexta-feira (9/1), um protesto em frente a um hotel de Minneapolis que abriga agentes do ICE terminou em confusão depois que manifestantes atiraram gelo, neve e pedras contra policiais.

De acordo com o chefe de polícia de Minneapolis, Brian O’Hara, um policial sofreu ferimentos leves após ser atingido por um pedaço de gelo, e 29 pessoas foram autuadas e liberadas.

Investigação própria no estado

O Departamento de Investigação de Minnesota afirmou que os promotores do estado decidiram que vão fazer sua própria investigação sobre o caso. A atitude foi tomada depois que o FBI excluiu o órgão das investigações acerca do assassinato de Renee.

A procuradora do Condado de Hennepin, Mary Moriarty, e o procurador-geral de Minnesota, Keith Ellison, anunciaram a revisão. “Com base em experiências anteriores com os processos do FBI, estamos preocupados com o fato de que as provas obtidas em uma investigação conduzida exclusivamente em nível federal não sejam compartilhadas com nosso escritório para análise,” afirmou Moriarty em coletiva de imprensa.

O FBI revogou o acesso ao processo, às evidências da cena do crime (como o carro de Renee) e aos depoimentos de testemunhas. O bloqueio causou estranheza, já que o estado e o governo federal americano trabalharam juntos na investigação da morte de George Floyd, que também foi morto por policiais em Minneapolis, em 2020.





Fonte Metrópoles

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *