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Ministro da Agricultura sobre acordo UE-Mercosul: ”Momento histórico”

Mundo


O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, comemorou, nesta sexta-feira (9/1), a aprovação temporária do acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul. O ministro descreveu o tratado como “momento histórico” para a economia.

A sinalização positiva sobre o acordo foi feita por embaixadores da Europa, que assinaram grande parte do documento. A próxima etapa é o aval do Parlamento Europeu.

“A aprovação provisória do acordo Mercosul—União Europeia é um avanço muito importante para que, já na próxima semana, possamos celebrar esse momento histórico, criando o maior bloco econômico do mundo. A presença do Brasil e a força da diplomacia do presidente Lula foram fundamentais para isso”, escreveu o ministro no X.


Como funciona o acordo?

  • O acordo cria uma zona de livre comércio entre os blocos, facilitando o acesso de produtos brasileiros a um mercado de cerca de 450 milhões de consumidores na União Europeia;
  • Prevê a eliminação gradual de impostos de importação sobre produtos agrícolas e industriais, o que pode baratear exportações brasileiras e aumentar a competitividade das empresas;
  • Setores do agronegócio, como carnes, açúcar, etanol, suco de laranja e grãos, tendem a se beneficiar com menos barreiras para entrar no mercado europeu;
  • Ao dar mais previsibilidade às regras comerciais, o acordo pode estimular investimentos estrangeiros no Brasil, especialmente em infraestrutura, indústria e tecnologia.

Em negociação há mais 25 anos, o acordo envolve os países do Mercosul – Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia – e os 27 membros da União Europeia. Juntos, os blocos representam um mercado de cerca de 780 milhões de consumidores e um fluxo comercial bilionário, no caso, com reduções em taxas de importação e exportação, como previsto no tratado.

O acordo pode beneficiar os países sul-americanos e, sobretudo o Brasil, que lidera o ranking mundial entre os países na produção de carne bovina. O ministro comentou sobre o proveito do Mercosul no que diz respeito aos lucros previstos por causa do potencial que a performance brasileira pode mostrar ampliando a exportação de grãos, carnes, frutas e produtos da silvicultura.

“Com relação à agropecuária, é muito relevante nas oportunidades para o Mercosul com a ampliação dos nossos negócios. As salvaguardas são ações recíprocas que podem ser debatidas conjuntamente durante os processos de negociação. Nosso foco é na ampliação das oportunidades”, disse no X.

Na prática, os produtos agrícolas sul-americanos podem gerar muita receita às nações por “domínio” no mercado europeu, uma vez que países da UE podem optar por adquirir o produto agrícola do Mercosul sem taxas significativas e determinar que o investimento do agro seja destinado a outra área. A equipe econômica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vê o pacto como um instrumento para atrair investimentos e aumentar a competitividade da indústria nacional.

Após a confirmação, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, poderá assinar o acordo com os parceiros do Mercosul — Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai — na próxima semana.

Em contrapartida, a negociação entre a UE e quatro países latino-americanos é alvo de protestos de agricultores franceses e provoca rejeição unânime por parte do país.

França, Irlanda, Polônia, Áustria e Hungria se opuseram ao acordo, enquanto a Bélgica se absteve.



Fonte Metrópoles

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