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Rússia ameaça tratar tropas estrangeiras na Ucrânia como “alvos”

Mundo


A Rússia elevou o tom contra a Europa nesta quinta-feira (8/1) ao criticar duramente o plano de garantias de segurança para a Ucrânia e advertir que qualquer presença militar estrangeira em território ucraniano será considerada um “alvo legítimo”.

A ameaça foi feita pela porta-voz do Ministério das Relações Exteriores russo, Maria Zakharova, após França, Reino Unido e outros aliados discutirem o envio de uma força multinacional para a Ucrânia em um eventual cenário de cessar-fogo.

Segundo ela, o plano representa uma escalada direta do conflito e configura o que chamou de “intervenção estrangeira”.

“As novas declarações militaristas da chamada Coalizão dos Dispostos e do regime de Kiev estão formando um verdadeiro eixo da guerra”, afirmou Zakharova. “Todas essas unidades e instalações serão tratadas como alvos militares legítimos pelas Forças Armadas russas.”

Plano europeu

A declaração russa ocorre após uma reunião realizada em Paris, na qual líderes europeus se comprometeram a oferecer garantias “robustas” de segurança à Ucrânia.

O plano inclui o deslocamento de uma força multinacional — estimada entre 15 mil e 30 mil soldados — que poderia ser mobilizada logo após a implementação de um cessar-fogo duradouro.

França, Reino Unido e Espanha já manifestaram disposição em enviar tropas.

O objetivo, segundo os líderes europeus, é reforçar a confiança de Kiev e criar condições para destravar negociações de paz com Moscou.

A Rússia, no entanto, voltou a classificar qualquer presença militar ocidental na Ucrânia como uma “linha vermelha”. Para o Kremlin, a instalação de bases ou centros militares no país equivale a uma escalada perigosa e ameaça direta à segurança russa e europeia.

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Presidente russo, Vladimir Putin
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Presidente russo, Vladimir Putin

Grigory Sysoev / Kremlin

Vladimir Putin faz visita ao posto de comando da Força Conjunta
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Vladimir Putin faz visita ao posto de comando da Força Conjunta

Kremlin

Rússia ameaça tratar tropas estrangeiras na Ucrânia como “alvos” - imagem 4
4 de 4Tom Nicholson/Getty Images

Impasses para um acordo de paz


EUA ficam de fora, mas Zelensky pressiona

Os Estados Unidos não assinaram a declaração europeia. Mesmo assim, Volodymyr Zelensky, afirmou que o documento está “praticamente pronto” para ser apresentado a Donald Trump, em busca de aval político.

Trump, por sua vez, já descartou publicamente o envio de tropas norte-americanas para o solo ucraniano, embora Washington siga envolvido no monitoramento de possíveis cessar-fogos e na mediação diplomática.



Fonte Metrópoles

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