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Ucrânia e EUA se reúnem na Flórida para discutir fim da guerra

Mundo


Autoridades dos Estados Unidos e da Ucrânia se reuniram na Flórida, neste domingo (30/11), para discutir novas propostas diplomáticas voltadas ao encerramento da guerra iniciada pela invasão russa, em fevereiro de 2022.

O encontro ocorre em meio ao desgaste prolongado do conflito, ao aumento das baixas civis e militares e à pressão internacional por uma solução negociada.

Na reunião estavam o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, o enviado especial Steve Witkoff e o genro do presidente Donald Trump, Jared Kushner. A delegação ucraniana foi liderada por Rustem Umerov, secretário do Conselho de Segurança do país.

Segundo Umerov, a delegação ucraniana viajou para os EUA com a missão de negociar “passos rumo a uma paz justa”. Rubio, por sua vez, afirmou que o objetivo das conversas não é apenas encerrar o conflito, mas garantir que qualquer acordo preserve a soberania e a independência da Ucrânia e ofereça ao país “uma oportunidade de prosperidade real.”

O foco das negociações é uma proposta em 28 pontos elaborada pelos Estados Unidos após conversas preliminares com a Rússia. O plano é criticado por supostamente favorecer interesses russos, especialmente no que diz respeito a possíveis concessões territoriais.

Nos últimos dias, representantes ucranianos e europeus têm pressionado pela revisão dos termos, argumentando que qualquer discussão territorial deve partir da linha de frente atual e não pode incluir reconhecimento de áreas ocupadas militarmente pela Rússia.

A reunião na Flórida ocorre em um momento de forte pressão para Kiev, que enfrenta dificuldades no campo de batalha e depende cada vez mais do apoio militar e financeiro de seus aliados.

Ao mesmo tempo, parte da diplomacia europeia cobra que Washington assuma um papel mais ativo na mediação com Moscou, diante do risco de prolongamento indefinido da guerra.

O encontro deste domingo antecede a expectativa de que a delegação americana viaje a Moscou nos próximos dias para tentar apresentar uma versão revisada do plano às autoridades russas.



Fonte Metrópoles

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